Governo Federal aguarda solicitação de Reinaldo para enviar Exército a MS

O senador Waldermir Moka (PMDB-MS) fez um alerta nesta quinta-feira (27) para o iminente enfrentamento entre índios e agricultores na zona rural de Antônio João, município a 300 quilômetros de Campo Grande. Os produtores fecharam rodovias em protesto contra a invasão de cerca de mil índios a cinco propriedades em 10 mil hectares de terras da região.

Fazendeiros de Antonio João denunciam de predação das fazendas
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Além do alerta no plenário, Moka comunicou autoridades federais em Brasília, como o vice-presidente, Michel Temer, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre os últimos acontecimentos em Mato Grosso do Sul. O senador também intermediou contato do ministro com o governador Reinaldo Azambuja. “Se não houver ação imediata, o risco de ocorrer enfrentamento é grande”, afirmou.

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O senador teme o enfrentamento porque produtores rurais e índios estão irredutíveis. No Senado, Moka afirmou que os índios ocuparam um distrito de Antônio João, expulsando os moradores, com o argumento de aquelas seriam terras indígenas. A área, entretanto, seria produtiva e estaria nas mãos de famílias de agricultores há mais de 50 anos.

Clima é tenso e índios teria ateado fogo na sede de fazenda invadida
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No início da noite, Moka recebeu a informação de que, caso o governador Reinaldo solicite, o Governo federal vai autorizar a ida do Exército à região para garantir a segurança de ambos os lados. “Temos que fazer algo”, avisou ao ministro da Justiça e ao vice-presidente.

O senador disse que, caso ocorra confronto, haverá perda de vidas. “São brancos e não brancos. É a nossa gente, é a minha gente. Eu fico realmente sensibilizado”, declarou.

Moka pediu ainda a aprovação no Senado da PEC 71/2011, que assegura indenizações por benfeitorias e pela terra nua aos donos de terra que sejam consideradas reservas indígenas. Ele acredita que a proposta poderia ajudar a resolver os conflitos em seu estado.

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