Governadora anuncia para amanhã reconstituição do assassinato de Adriano Correia

Adriano Correia do Nascimento (Foto: Reprodução/ Facebook)

A governadora em exercício, Rose Modesto, apesar de não ser exatamente da área, falou hoje (10) sobre a questão da então morte do empresário Adriano Correia do Nascimento, 33 anos, e mesmo sem ser oficial, anunciou que a Polícia Civil de Campo Grande fará nesta quarta-feira (11), a reconstituição do crime que iniciou em desavença de trânsito que acabou com o policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, 47 anos, matando a tiros o empresário e ainda feriu outras duas pessoas, no último dia 31 de dezembro. A semana passada foi de intensa discussões e confusão quanto ao crime, onde ainda culminou no sábado com manifestação de Amigos e familiares de Adriano que querem que PRF pague pelo que fez. Moon após ser liberado em menos de 24 horas de ser preso, voltou para prisão após nova decisão da Justiça em pedido do MPE-MS.

A informação foi confirmada pela governadora em exercício, durante evento na manhã desta terça-feira (10), na Prefeitura de Campo Grande, ao ser questionada sobre o assunto, diante as responsabilidades das Policias Civil e Militar, sob a tutela do Estado. As equipes de segurança estadual foram questionadas e estão em prováveis investigações sobre conduta no decorrer do caso. A OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil em MS) e o MPE-MS (Ministério Público Estadual) estão questionando e com ações contra as forças policiais.

“Vamos tratar do assunto com a maior transparência possível e informar a população do que realmente aconteceu. Tudo vai ser devidamente investigado”, disse a governadora em exercício.

Rose apontou ainda que uma reunião está agendada para ainda hoje, na Sejusp (Secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública) para tratar como será o trabalho integrado das polícias e da perícia na realização do trabalho.

Contudo, a chefe do Executivo, não soube dizer ou que o horário não foi revelado, pois deve ser apontado na reunião. Mas, a possibilidade levantada é que seja na mesma hora do crime, ou seja, no inicio do período da manhã. Segundo a assessoria do governo, os trabalhos interditarão trechos da avenida Ernesto Geisel.

Crime e investigações

O crime já confesso ou confirmado por Ricardo Hyun Su Moon, como legitima defesa, se iniciou com ele na condução de seu veiculo, um  Mitsubishi Pajero, que seguia naquela manhã em sentido à rodoviária, onde embarcaria para Corumbá (419km de Campo Grande), seu posto de trabalho na PRF. Após uma briga de trânsito, ele atirou sete vezes contra a Hilux branca do empresário, dono dos restaurantes Sushi Express, que morreu na hora, perdeu o controle do veículo e bateu em um poste.

No carro, ainda havia um jovem de 17 anos que o acompanhava foi baleado nas pernas. Outro acompanhante no veículo, um supervisor comercial, de 48, quebrou o braço esquerdo e sofreu escoriações com a batida. Ambos foram socorridos conscientes.

Em seu depoimento, Moon disse que agiu em legítima defesa. Afirmou que as vítimas não o obedeceram mesmo após ele se identificar como policial, que tentaram lhe atropelar ao fugir dele e que viu um objeto escuro que poderia ser uma arma na mão de uma das vítimas.

A Polícia Civil de Campo Grande investiga o caso como homicídio em inquérito. Ouve testemunhas e as duas vítimas sobreviventes, além de rastrear autores das filmagens e ligações para a Polícia Militar. Desde o dia 3, no entanto, não divulgava informações oficiais sobre o caso nem por meio da Sejusp.

O Ministério Público Estadual pede para que a Polícia Civil investigue também a postura da PM no atendimento da ocorrência. No entendimento dos promotores, houve favorecimento a Moon na forma de atuação. A PM no dia ainda divulgou nota, apontando que fez toda ação dentro dos protocolos legais.

A Corregedoria da Corporação abriu inquérito e a reconstituição servirá também para que os policiais mostrem se agiram de forma ética no dia.

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