Governador diz entender direito de greve, mas promete contestá-la na Justiça

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) voltou a afirmar, durante agenda pública na manhã desta segunda-feira (2),  transmissão de cargo do diretor-presidente da Fundação do trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab), sobre a possibilidade de greve de duas categorias, afirmando que o Estado cedeu até o “limite da responsabilidade”. Disse que se houver paralisações, o Executivo Estadual vai contestar na Justiça.

Foto, Divulgação, Chico Ribeiro
Foto, Divulgação, Chico Ribeiro

“Continuamos dialogando, mas acho que a grande maioria já está bem pactuada com o governo nesse entendimento entre o abono e melhoria da própria estrutura da carreira. Isso avançou bastante, se tem alguns setores com possibilidade de greve, vão ter que atentar para responsabilidade que cada categoria tem nos serviços essenciais, isso será exigido e cobrado pelo governo”, afirmou o tucano.

Depois de uma assembleia-geral, os agentes penitenciários decidiram entrar em greve a partir de hoje. No Estado, são 1,3 mil agentes.

Já os policiais civis prometem uma paralisação de 24 horas na quinta-feira (5). No sábado (30), a categoria rejeitou a proposta de reajuste do governo. Se até a data da paralisação não houver acordo, uma nova assembleia-geral será feita para os policiais decidirem se entram em greve.

No fim da última semana, representantes do governo se reuniram com sindicatos de servidores da segurança pública, e o titular da SAD (Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização), Carlos Alberto Assis (PSDB), revelou que cerca de 90% dos servidores que ainda aguardavam uma proposta de reajuste deveriam aceitar o que foi oferecido pela administração tucana.

Além dos R$ 200 de abono linear oferecido a todas as categorias, o governo também propôs reestruturações em categorias específicas dos servidores, com reajustes escalonados e mudanças em algumas tabelas de PCC (Planos de Cargos e Carreiras).

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