Gerente dispensa bolão da Mega e ‘perde’ prêmio de R$ 25 milhões

O que você faria se tivesse perdido a chance de ganhar R$ 25 milhões na Mega-Sena porque preferiu não gastar os R$ 50 que tinha para participar de um bolão, que acabou premiado? O gerente de projetos Paulo Henrique Oliveira diz ter aprendido a “lição” e desde então nunca mais deixou de apostar em jogos coletivos do concurso. Para a Mega da Virada, ele já gastou R$ 100. O sorteio acontece nesta quinta (31), e o prêmio deve passar de R$ 280 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal.

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Oliveira perdeu a grande oportunidade em 2004. “De lá para cá eu só não entro em bolão que eu não sou convidado. Os outros, de R$ 5 a R$ 100, eu participo”, diz.

O gerente de projetos trabalhava como técnico de manutenção de máquinas de cartão de crédito e atendia comércios no DF. Na véspera de um sorteio, ele fazia reparos em uma barbearia em Samambaia quando teve a chance de participar de um bolão.

“O dono da barbearia e dois barbeiros me convidaram para participar, mas quem entrou na minha cota foi um funcionário de uma padaria”, diz Oliveira. “Eu não tinha o hábito. Para mim, R$ 50 era uma grana que eu não poderia dispensar em jogo.”

Ele tinha o dinheiro, mas iria usá-lo para pagar uma conta. Os participantes do bolão compraram 100 bilhetes do jogo. O concurso, que teve duas apostas vencedoras, ofereceu R$ 51 milhões no total. O outro jogo com os seis números sorteados saiu para São Paulo.

Três dias após o sorteio, Oliveira voltou à barbearia e viu que o estabelecimento estava fechado. “Quando me falaram que eles tinham ganhado, minhas pernas ficaram moles”, relembra. “Meu estômago embrulhou, passei mal. Eu queria que não fosse verdade, mas era.”

O gerente disse que tentou apagar da memória toda informação sobre o jogo “perdido”. “Não lembro se era R$ 25 milhões para cada um ou para todos. Eu não consigo precisar essa informação porque quis esquecer.”

Atualmente, Oliveira trabalha em uma empresa de tecnologia da informação que presta serviço para a Caixa Econômica Federal. Durante um ano, ele trabalhou com um projeto envolvendo loterias.

“Acho que tudo aconteceu como deveria ser. Se eu tivesse ganhado, acho que não teria a vida que tenho hoje. Minha mulher, meus filhos, meu emprego, que são o que tenho de mais valioso. Hoje tenho uma condição melhor, um emprego melhor, que me permite gastar até R$ 100 no bolão”, diz. “Agora eu aposto sempre. Já garanti o meu bilhete da Mega da Virada. Tomara que dessa vez eu tenha mais sorte.”

O dinheiro usado para participar do bolão da Mega da Virada dá para fazer 28 jogos com marcação de seis dezenas. Oliveira não acha que é o número de apostas que vai garantir o prêmio.

“Na verdade, comprando mais bilhetes, não [tem mais chance]. Mas a angústia de pensar: ‘não entrei neste bolão. E se eles ganharem?'”, afirma.

G1

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