Vereadores têm 5 dias para explicar ao Gaeco sobre celulares “falsos”

O desembargador Luiz Claudio Bonassini deu prazo de cinco dias para os vereadores os Carlão (PSB) e Edson Shimabukuro (PTB, se manifestarem sobre a queixa do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que pede o afastamento dos dois por entregaram celulares diferentes dos que usavam para que fosse realizada perícia.

Carlão e Shimabukuro entregaram celulares errados
Carlão e Shimabukuro entregaram celulares errados

Embora o Gaeco tenha pedido afastamento sem essa defesa, como ocorreu como o ex- presidente da Câmara, vereador Mario Cesar (PMDB), o magistrado entendeu que, agora, que o trabalho de apuração é de conhecimento público, não há necessidade de pular a fase da defesa dos implicados.

Além de Carlão e Shimabukuro, tiveram os celulares apreendidos e periciados na Operação Coffee Break, deflagrado no último dia 25 de agosto, os vereadores Mário César, Edil Albuquerque e Paulo Siufi (todos do PMDB), Airton Saraiva (DEM), Waldeci Batista Nunes, o “Chocolate” (PP), Gilmar da Cruz (PRB), Carlos Augusto Borges, Otávio Trad, (PTdoB) e Jamal Salem (PR), o ex-vereador Alceu Bueno (sem partido), e os empresários João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono da Proteco, Fábio Portela Machinsky e João Roberto Baird, proprietário da Itel Informática. O prefeito afastado Gilmar Olarte também teve o aparelho apreendido e periciado.

Os laudos da perícia foram entregues ao Gaeco no dia 186de outubro. São cerca de 400 mil páginas que agora estão nas mãos de quatro analistas da área de inteligência do Gaeco. A previsão feita pelo coordenador do Grupo, promotor de Justiça Marcos Alex Vera de Oliveira, é de que o inquérito seja concluído no final de novembro.

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