Gaeco investiga “chuva inteligente” em Camapuã

Esta segunda etapa da Operação Tempestade foi autorizada pelo Poder Judiciário de Camapuã e visa apreender documentos utilizados em certames licitatórios suspeitos de fraude ou supostamente utilizados para o desvio de dinheiro público e reforçar o acervo probatório já obtido durante o cumprimento de busca e apreensão no dia 16/04, assim como, colher depoimentos de testemunhas e investigados, dentre servidores públicos e fornecedores municipais.

A investigação do Gaeco, relaciona a empresa “Arbaes Construtora”, onde o sede não tem muro, portão ou empresa qualquer. No local era a casa de um ex-secretário de Administração que hoje é um assessor.

Iniciada a investigação, as autoridades tentaram examinar a papelada da prefeitura. “O Ministério Público local requisitou as licitações, empenhos, pagamentos e documentos que comprovassem aqueles pagamentos que tínhamos notícia que vinham ocorrendo, e que estavam sob investigação”, explica Marcos Roberto Dietz, promotor do Gaeco/MS.

A partir disso, foi criada uma “chuva inteligente” para tentar desviar a atenção, como se os documentos tivessem sido danificados por uma chuva que caiu na cidade. “O que nos chamou a atenção foi à justificativa apresentada pelo então procurador jurídico do município, Maurício Duailibi, para justificar o extravio desses documentos. Simplesmente ele alegou que dez caixas de documento teriam sido danificadas por água da chuva. Esses documentos foram levados para secar no sereno em uma situação inusitada e, por uma razão não explicada, ainda sumiram da prefeitura da noite para o dia”, conta o coordenador da Gaeco no Mato Grosso do Sul.

De acordo com os envolvidos, a chuva teria caído no dia 10 de março do ano passado, mas o boletim de ocorrência foi feito muito tempo depois. “O registro da ocorrência do extravio desses documentos se deu somente 60 dias após o evento chuva e após o Ministério Público ter cobrado por várias vezes que se enviasse essa documentação”, diz o coordenador da Gaeco no Mato Grosso do Sul.

O Gaeco então entrou em contato com alguns funcionários e verificou uma infiltração mas negaram qualquer documento que tivesse sido extraviado

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