Gaeco inicia 3ª fase de operação em prefeitura suspeita de desviar verbas públicas

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deflagrou na manhã desta sexta-feira (21), a 3ª fase da Operação Tempestade. A investigação tem o objetivo de apurar supostas irregularidades na aquisição de materiais de construção e prestação de serviços em Camapuã – município distante 140 quilômetros de Campo Grande.

Gaeco busca documentos que desparecem após forte chuva que atingiu a sala de digitalização da prefeitura, em 2015. (Divulgação/Assessoria-Gaeco)
Gaeco busca documentos que desparecem após forte chuva que atingiu a sala de digitalização da prefeitura, em 2015. (Divulgação/Assessoria-Gaeco)

Com as primeiras fases deflagradas em abril e maio do ano passado, as ações têm objetivo de desarticular grupo que conforme as investigações está envolvido com irregularidades na aquisição de materiais de construção e prestação de serviços em Camapuã.

Além do Gaeco, a Promotoria de Justiça da cidade e a Controladoria-Geral da União (CGU) também participaram das apurações.

Nas primeiras ações, houve apreensão de documentos usados em licitações suspeitas de fraude ou desvio de dinheiro público. Casas de servidores de Camapuã e a prefeitura foram alvos das buscas.

Ainda não há informações sobre onde as equipes cumprirão os mandados hoje, o Ministério Público confirmou que as ações ocorrem na Capital e em Camapuã.

DESVIO

O inquérito civil que baseou a operação foi instaurado com base em compras e contratos fechados pela prefeitura em 2013, quando Marcelo Duailibi (DEM) já comandava a cidade.

Os contratos fechados com empresas envolvem até empresários de outros Estados do país. No início de 2014, parte da documentação teria sido perdida depois de uma forte chuva que atingiu a cidade e acabou infiltrando uma das salas.

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