Gaeco desmonta quadrilha que faturou R$ 14 milhões em 1 ano e meio com tráfico

O Ministério Público Estadual através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a Operação Rédea Curta, por volta das 6h de hoje, em garagens de Dourados e Itaporã.

Segundo informações preliminares, a ação investiga suposta lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. A polícia cumpriu 32 mandados, sendo oito de prisão – sete em Dourados e um na cidade de Itaporã; 18 de busca e apreensão e seis notificações para comparecimento no MPE.

Gaeco cumpre mandados de prisão e apreensão no âmbito da Operação Rédea Curta foto - Cido Costa - Douradosagora
Gaeco cumpre mandados de prisão e apreensão no âmbito da Operação Rédea Curta
foto – Cido Costa – Douradosagora

A investigação da Polícia Federal nas garagens de Dourados começou em 26 de março de 2010, após denúncias. A delegacia da PF investigou 80 garagistas de Dourados por suposto tráfico e lavagem de dinheiro e conseguiu a quebra de sigilo fiscal e bancário dos investigados, com o consentimento e autorização dos envolvidos.

De acordo com o Ministério Público Estadual, a organização criminosa era liderada por Wilton Leite a Costa, conhecido em Dourados como Vila Vargas. Outro investigado é Gustavo Belmont da Silveira, braço direito de Wilton e responsável pela logística do transporte da droga, mais especificamente a cocaína.

A investigação revelou que a droga era transportada em compartimentos escondidos de veículos. Também havia o uso de batedores, aqueles carros que têm a função de verificar se o caminho está livre para o tráfico. A quadrilha é investigada por ter movimentado R$ 14 milhões em 1 ano e meio.

Ainda segundo o MPE, Wilton usava documentos falsos e adquiria a droga pessoalmente recebendo, inclusive, dinheiro em espécie. Valores também eram depositados em contas bancária de terceiros.

Além de Wilton e Gustavo, também foram identificados como integrantes da quadrilha Rogério Esterque da Silva e William Cristaldo Boeira.

Durante o 1 ano e meio de investigação, a quadrilha teria comercializado mais de 200 quilos de cocaína, 1,3 toneladas de maconha, 4,1 de crack e 1 tonelada de haxixe.

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