Gaeco cumpre decisão da Justiça e afasta Gilmar Olarte da prefeitura

O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), foi afastado do cargo na manhã desta terça-feira. A decisão ocorreu por volta das 8h40 depois que o promotor Marcos Alex Vera, do Gaeco (Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado) entregou o pedido de afastamento do prefeito ao procurador do município na sede da Prefeitura.

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Desdobramento da Operação Lama Asfáltica, deflagrada no mês passado, culminou no afastamento de prefeito. O afastamento foi definido pela Justiça Federal e repassado ao Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que por sua vez, entregou a decisão aos procuradores jurídicos da Administração Municipal nesta manhã.

Estão sendo cumpridos ainda  17 mandados de busca e apreensão. Nove políticos são ouvidos na sede do Grupo.

Nove vereadores fsão ouvidos pelo Gaeco. Entre eles: Mario Cesar (PMDB), Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Edson Shimabukuro (PTB) e Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB).

Na sede do legislativo, o promotor procura pelos vereadores Flávio Cesar, atual vice-presidente, Eduardo Romero e Otávio Trad, ambos do PTdoB.

O Grupo fez buscas na casa do vereador Mario Cesar, presidente da Câmara Municipal de Campo Grande. Escutas teriam implicado os vereadores.

Mandato

Empresário e pastor, Gilmar Antunes Olarte assumiu o comando da Prefeitura de Campo Grande no dia 13 de março do ano passado, após a cassação do mandato de Alcides Peralta Bernal (PP).

Antes de assumir a prefeitura, ele já tinha exercido o mandato de vereador da Capital. Logo após a assumir o cargo, em 11 de abril do ano passado, Olarte chegou a ser alvo de operação do Gaeco, que cumpriu mandado de busca e apreensão na sua casa no dia 11 de abril do ano passado.

O resultado da investigação culminou com a denúncia ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul contra o prefeito por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na semana passada, a Seção Criminal acatou o pedido de denúncia e Olarte se tornou réu pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Ele recorreu ao Superior Tribunal de Justiça contra a decisão, mas, ontem, o ministro Ericson Maranho, negou o pedido de habeas corpus e o julgamento contra o prefeito terá prosseguimento no TJMS.

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