Gaeco continuará apresentando resultados, mas não na TV, diz nova coordenadora

CrsitianeO Gaeco MS (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul) trocou de direção neste mês e passa a ser coordenado pela promotora de Justiça Cristiane Mourão Leal. A coordenadora, que passa a ser a primeira mulher em função de comandado no Grupo e mesmo na hierarquia do MPE-MS (Ministério Público Estadual de MS), falou ao Página Brazil da continuidade dos trabalhos em andamento e de como pretende atuar, de forma mais ‘discreta’ a frente da coordenação ante a alta exposição pública que obteve seu antecessor, o promotor Marcos Alex Vera, que realizou a inédita investigação contra políticos e empresários de Campo Grande, na operação Cooffe Break.

A nova coordenadora diz que assumir o Gaeco é um grande desafio, mas que seu tempo de experiência no MPE lhe ajudará a superar qualquer dificuldade, que se houver também não lhe tira do foco e objetivos apontados pela PGJ (Procuradoria Geral de Justiça), de onde o Gaeco faz parte. “Foi posto na minha vida este grande desafio, o Procurador Paulo Passos – que também assumiu a PGJ neste mês – me convidou e chamou para repassar todo o proposito para este período de administração. Fui e assumo com a consciência, ainda mais após o atual trabalho que foi feito e se tornou muito mais conhecido ou que se passou ao publico. Mas, já tenho 18 anos de MPE, fico preocupa com toda a demanda, mas não me deixa angustiada não, ainda mais que temos que continuar o trabalho encaminhado e tudo que temos enquanto Grupo que somos”, declarou a promotora.

Cristiane Mourão mencionou, em uma critica indireta ao antecessor, que o Gaeco foi para “a mídia”, mas tudo que foi externado sempre foi desenvolvido com o Grupo como um todo e vai continuar a ser feito com todo afinco. Contudo, com menos exposição pública, sem prejudicar a ‘prestação de conta’ a sociedade. “Temos que lembrar que o Grupo é composto por seis promotores, além de contar com corpo policial de primeira grandeza, que auxiliam e realizam o trabalho conosco. Sou mais discreta, reservada, e não gosto dos holofotes. Mas quero deixar claro, que não vamos deixar de prestar conta a população, até porque continuamos a trabalhar firme. O que eu, enquanto direção do Grupo agora, não vou mostrar tudo ao mesmo tempo e termos menos TV. Vamos prestar conta sim, mas de forma mais formal e oficial”, explicou.

A promotora lembrou ainda que a própria exposição pode atrapalhar as investigações, na parte das áreas que o Gaeco atua, que não é só no combate a corrupção, que ficou em evidencia. “O Gaeco não faz só investigação que envolve as possíveis corrupção contra Patrimônio Público, mas temos ações contra o trafico de drogas, contrabando, quadrilhas especializadas de golpes financeiros e comercial em geral, que atinge a ordem social pública”, frisou Cristiane.

População verá menos ‘resultados’

Ao ser questionada novamente sobre como a população poderá ver os resultados ou descobrir o que ou quem estará envolvido em determinadas acusações de crimes, a promotora apontou que haverá sim a apresentação dos resultados, mas com menos ‘exposição diária’ ou antecipação de atos.”Vemos que o Gaeco atingiu nível de respostas, até os anseios a sociedade e vai continuar trabalhando e atuando, até porque é objetivo e meta da nova direção de continuar e ampliar essa eficiência e eficacia. Sabemos do nível de confiança, neste contexto que envolve as figuras públicas -políticos- mas temos que continuar trabalhando no combate ao crime organizado em geral”, disse.

“Não queremos ficar a todo momento ‘dando cabeças’, mostrando ou apontando envolvidos como culpados ou mesmo expondo em geral, que pode até prejudicar as próprias investigações. As investigações em curso, continuaram com mesmo afinco, e de forma geral e irrestrita. Eu entendo o anseio da população, mas temos que ter certa temperâncias, para não atrapalhar o trabalho, expor os dados e pessoas sem ter o resultado final nosso e ainda mais o da Justiça, que tem esse papel”, finalizou a promotora.

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