Gaeco confirma que cassação de Bernal foi comprada e implica 14 pessoas

A Operação Coffee Break foi encerrada nesta sexta-feira (4) e apresentou denúncias contra 19 pessoas no total, sendo 11 vereadores, um ex-vereador, cinco empresários e ainda dois políticos. Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado), os personagens foram enquadrados nos crimes de corrupção ativa e passiva, além de formação de quadrilha.

Relatório tem 245 folhas, com base em uma investigação com mais de 4,9 mil páginas.
Relatório tem 245 folhas, com base em uma investigação com mais de 4,9 mil páginas.

Dos indiciados, 8 vereadores e um ex-vereador são apontados como autores do crime de corrupção passiva, ou seja, aceitaram vantagem indevida em razão dos cargos que ocupam. Os outros três vereadores, conforme o relatório, cometeram corrupção ativa, ou seja, tiveram papel essencial no esquema para compra de votos em prol da cassação de Bernal. Um empresário e os dois políticos são acusados de associação criminosa, ou seja, formação de quadrilha.

O relatório final da Coffee Break, que resultou no afastamento de Gilmar Olarte da Prefeitura, e de Mário Cesar da Câmara Municipal, foi protocolado na Procuradoria Geral de Justiça do Ministério Público Estadual. Mesmo com o pedido de indiciamento de 19 pessoas, o promotor Marcos Alex Vera promete que diligências complementares aconteceram e ressalta: “teremos surpresas”.

O Gaeco não detalhou os nomes dos denunciados. Marcos Alex restringiu-se a comentar que, após análise pericial realizada nos aparelhos celulares de alguns vereadores, ficou comprovado que, “desde outubro de 2013 havia uma trama”, sugerindo o episódio da cassação de Alcides Bernal, no início de 2014.

Além desta trama, o Gaeco constatou que, após quebra do sigilo bancário de um vereador, houve uma movimentação de R$ 4 milhões na conta de tal pessoa no período de um ano, e não R$ 328 mil, como o mesmo inicialmente alegou.

Conforme o promotor, o relatório tem 245 folhas, com base em uma investigação com mais de 4,9 mil páginas.

A partir de agora, o PGJ irá analisar a denúncia, que pode ser acatada, arquivada, ou ter continuidade, dependendo do parecer do procurador geral do MPE, Humberto de Matos Brites.

 

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