Funcionários do Aquário são dispensados, se revoltam e querem voltar para casa

Depois de o Governo do Estado acatar recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e paralisar todos os pagamentos e consequentemente as obras tocadas pela Proteco Construções no Estado, os trabalhos no Aquário do Pantanal pararam oficialmente nesta sexta-feira (24). Agora, a empreiteira de João Krampe Amorim negocia o retorno da frente dos trabalhador para a Egelte Engenharia, empreiteira que ganhou a licitação da obra.

Pedreiros do Nordeste querem voltar para casa
Pedreiros do Nordeste querem voltar para casa

Comunicado repassado aos chefes da obra para trabalhadores ontem mandava todos voltarem para os alojamentos até segunda ordem. Foi o que os funcionários fizeram.

No entanto, informação de que a empresa de João Amorim estaria retirando todo o maquinário de dentro do canteiro de obras motivou a ida de cerca de 30 trabalhadores para a frente do Aquário.
O temor dos funcionários, todos de fora do Estado, é que a Proteco “suma” e não quite os débitos trabalhistas.

“Ontem, o engenheiro disse que ia nos ligar para falar do acerto e que receberíamos o café no alojamento. Mas não levaram nada para a gente comer. A cozinheira também já falou que não tem ordem para nos dar almoço hoje. Ficamos preocupados e vamos ficar aqui até receber, pra gente poder voltar para casa”.

Além de não receber e ficar sem comer, eles são impedidos de entrar na obra. “Não podemos entrar e ninguém vem falar com a gente. Esperamos uma solução e só queremos o que é nosso”.

Eles dizem que foram buscados do Nordeste em ônibus fretado pela empresa, com salário inicial de R$ 1.406,00, mais sacolão, tíquete-alimentação e passagem de ônibus, além das horas extras. “Com o tempo, a Proteco foi cortando tudo. Até o mês passado a gente ainda fazia uma hora extra por dia, hoje nem isso mais”.

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário (Sintracom) foram até o Aquário e reuniram-se com representantes da Proteco. Segundo o presidente do sindicato, Marcos Cesar Ribeiro Gonçalves, a partir de hoje Proteco e Egelte negociam a continuidade da obra.

A promessa é de que a Proteco acerte todos os salários dos trabalhadores antes da transição e em no máximo 15 dias, no entanto, não há nada acertado com os funcionários.

Diante dos problemas a grande maioria dos colegas querem voltar pra casa. “Estamos sem saber o que vai acontecer conosco. Queremos receber a rescisão e voltar pra casa”, declarou, ansioso para rever sua família.

A ordem dada e acatada pelos trabalhadores é que todos voltem para os alojamentos e aguardem novas posições das empreiteiras.

Na obra do Aquário tem, pelo menos, mais duas empresas além da Proteco, que foi afastada pelo governo do Estado. Os trabalhadores das outras empresas estão trabalhando normalmente, depois de uma semana de paralisação por falta de energia elétrica no local.

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