Frigoríficos de MS podem começar exportar para EUA em 3 meses

O Ministério da Agricultura informou hoje que concluiu as negociações com os Estados Unidos para exportação de carne bovina in natura para o mercado norte-americano.

Frigoríficos de Mato Grosso do Sul poderão exportar carne in natura para EUA
Frigoríficos de Mato Grosso do Sul poderão exportar carne in natura para EUA

Segundo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a expectativa é que os embarques do produto comecem em três meses, após a conclusão de trâmites administrativos. As informações são da Agência Brasil.

A indústria de Mato Grosso do Sul pode ser beneficiada com essa abertura de mercado. O Estado tem cinco frigoríficos habilitados para exportação de carne bovina in natura.

As unidades locais que podem elevar a produção são quatro pertencentes ao grupo JBS, duas ficam em Campo Grande, uma em Anastácio e outra em Naviraí. A lista é completada pela Marfrig, em Bataguassu, e outra unidade do JBS em Nova Andradina.

Maggi esteve em Washington para finalizar os entendimentos e disse que a habilitação dos frigoríficos será por “prelisting”, ou seja, o Ministério da Agricultura e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos poderão indicar uma lista de estabelecimentos para exportação e, desses, apenas os que cumprirem todos os requisitos previstos no acordo serão chancelados pelos serviços oficiais dos dois países.

Atualmente, os brasileiros vendem apenas carne bovina industrializada para os EUA. No ano passado, as vendas desse produto para o mercado norte-americano somaram US$ 286,8 milhões.

NEGÓCIO DE MILHÕES

Com a inclusão da carne in natura, a expectativa é de um incremento de US$ 900 milhões nessas exportações.

O acordo entre os países resulta de negociação desde 1999 com os Estados Unidos, que são rigorosos nas exigências sanitárias.

Os procedimentos técnicos para o comércio da carne in natura foram concluídos nesta quinta (28), em reunião do Comitê Consultivo Agrícola Brasil-Estados Unidos, em Washington.

Para o vice-presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), José Mário Schreiner, o acordo mostra que a carne bovina brasileira tem padrão elevado. “O mercado americano é bastante exigente. Isso mostra que nossa carne está em um padrão mundial.”

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