Fretista sai para trabalhar com caminhão e está sumido há 13 dias

Cada dia que passa, o sumiço de Emir Camargo Franco de 56 anos, desaparecido depois de supostamente sair para fazer um frete, no dia 13 de maio, deixa familiares e amigos mais aflitos e apesar de manterem a esperança eles temem o pior.

Há exatamente 13 dias que não se tem notícias do seu paradeiro. A última imagem do homem foi no circuito de segurança do supermercado que fica próximo a casa dele. A F-4000 branca, ano 2002/2003, placas HRP 4842 – Bonito/MS, também desapareceu.

A angústia toma conta das filhas de Emir. Aline da Silva Camargo de 26 anos, não faz ideia do que pode ter acontecido, disse que o pai tinha o hábito de avisar quando o frete fosse distante, uma maneira de garantir a segurança.

“Se ele saiu para fazer um frete, ia ser rápido, pois antes de sair de casa meu pai fez arroz, tirou o feijão e a carne pra descongelar, provavelmente tinha intenção de retornar antes do almoço”, contou aflita.

O sobrinho Marilson Santana, 33 anos, disse que por volta das 6 horas da manhã no dia do desaparecimento, passou em frente à casa do tio e não viu o caminhão na garagem. Quando passou novamente no horário do almoço percebeu que o local continuava vazio, foi então que decidiu ligar no celular de Emir, que deu fora de área.

“Achei estranho, liguei para minhas primas, elas não estavam sabendo de nada, meu tio não avisou, e também não tinha o hábito de sair de madrugada, aí fui tentando ligar e sempre fora de área, aí me preocupei e orientei as meninas a registrarem um boletim de ocorrência”, disse.

Daí em diante a família junto com amigos começaram a busca por conta própria, percorreram a região da Toca da onça, assentamentos, Dois Irmãos do Buriti, Jardim, Nioaque, MS-419, na esperança de achar o homem ou alguma pista que possa levar ao paradeiro.

Marilson, com semblante bem abatido, disse que não vai desistir até encontrar algum indício que leve até o tio. “Onde eu souber que viram ele ou o caminhão, eu vou. Saio perguntando, levo a foto, não é possível alguém desaparecer assim”.

Temor – Dois episódios ocorridos antes do desaparecimento de Emir chamar a atenção e preocupa a família. No domingo antes da data do fato, uma vizinha contou que dois homens em uma moto, buzinaram insistentemente em frente à casa do freteiro por volta das 22h30.

“A vizinha achou estranho e até indelicado por parte das ‘visitas’. Com muito custo meu pai saiu pra ver o que era, conversou um tempo com essas pessoas e voltou pra dentro”, contou a outra filha Ariele da Silva Camargo, 23 anos.

Já no dia do sumiço, outra vizinha que sai para trabalhar às 04 horas da manhã percebeu que uma camionete modelo Hilux com quatro homens dentro, deu quatro voltas na quadra da residência de Emir.

De acordo com o registro do circuito de segurança do Supermercado São Francisco que fica próximo à casa do motorista, ele passou pelo local às 04h46. O proprietário do estabelecimento cedeu as imagens para averiguação, mas na gravação não mostra nenhum carro ou moto acompanhando ou seguindo a F-4000.

“Pode ser que não tenha nada a ver, mas diante da situação, tudo tem que ser levado em consideração. Todas as informações que chegam até nós, estão sendo passadas para a polícia”, contou Marilson angustiado.

O delegado titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana, Mário Donizete Ferraz de Queiroz, disse que já foi instaurado um inquérito policial e também feito contato com toda a polícia da região de fronteira, além do pedido da quebra do sigilo telefônico de Emir.

“Trabalhamos com todas as hipóteses, estamos próximos as fronteiras, podem ter solicitado um frete para roubar o caminhão, tudo está sendo levantado, mas a prioridade é encontrar o motorista”, disse o delegado.

Mario Donizete adiantou que testemunhas estão sendo ouvidas, mas não revelou mais detalhes para não atrapalhar a investigação.

A família pede para quem tiver qualquer informação a respeito do caso, que entrem em contato pelo 190 ou pelos telefones 9838-2919 e 9855-1890 e que não passe trote e respeite o momento em que os familiares se encontram.

O Pantaneiro

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