Força Tarefa pede de novo prisão de Giroto, Amorim e mais 7 investigados

Os promotores que compõem força-tarefa oriunda da Operação Lama Asfática, Thalys Franklyn de Souza, Tiago Di Giulio Freire, Cristiane Mourão Leal e Fernando Martins Zaupa, pediram novamente que o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Juri, dê provimento ao recurso “para o fim se ser decretada a prisão preventiva” do ex-deputado federal e ex-secretário de Obras de Mato Grosso do Sul, Edson Giroto, do empresário João Amorim, dono da Proteco Construções e mais sete pessoas, também alvos da apuração.

Giroto e Amorim, alvos da Operação lama Asfáltica
Giroto e Amorim, alvos da Operação lama Asfáltica

Em decisão no dia 17 de dezembro último, o magistrado negou a prisão e justificou que os elementos apurados até então não eram suficientes para “romper de forma unilateral pela força do Estado os princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório, da presunção de inocência e da ampla defesa”.

Por meio de recurso em sentido estrito, datado da última segunda-feira (18), o MPE (Ministério Público Estadual) alega “equívoco”. Desta forma, pedem que o magistrado reavalie a decisão, alegando que os investigados “obtiveram para si vantagem econômica indevida, causando prejuízo de toda a sociedade”. Com anexos de planilhas, fotos e dados com base nas obras desenvolvidas pela Proteco e fiscalizada pela secretaria de Obras à época, a força-tarefa aponta desvio de mais de R$ 10,4 milhões.

No dia seguinte o magistrado deu 10 dias para que os representados apresentem contrarrazões e então, com base nos dois lados, tomará as providências necessárias.

PRISÕES

No dia 10 de novembro de 2015, Giroto, Amorim, Tadeu, Maria Wilma, Wilson Roberto, foram presos preventivamente também devido à Lama Asfáltica. Elza, por estar em gravidez de risco, ficou em prisão domiciliar, como deve ser caso haja deferimento desta vez.

 

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