Força-tarefa inicia trabalhos para recuperar estragos nas Moreninhas

Da Redação/JN

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, vai iniciar uma força-tarefa, com aproximadamente 200 trabalhadores, além de máquinas e caminhões,  para consertar os estragos nas Moreninhas, provocados pelas chuvas.

Equipes da Prefeitura retomaram na manhã desta sexta-feira (21) os trabalhos para recuperar os estragos da chuva da quarta-feira (19),

Se não voltar a chover, o serviço terá continuidade, não sendo interrompido no feriado ou  fim de semana. Nesta quinta-feira já foi iniciado o serviço de limpeza e desobstrução de bocas de lobo. Somente no fim da tarde desta quarta-feira (19), em cerca de uma hora, choveu aproximadamente 159 milímetros, precipitação prevista para os 30 dias do  mês de abril.

De acordo com o meteorologista da Uniderp, Natálio Abrão, a chuva começou às 16h20 e foi até às 17h10. Do dia 1º deste mês até agora, somente na região das Moreninhas, choveu 280 milímetros, o que representa 116% dos 105 milímetros – média histórica para o mês de abril. “Desde 1962, ou seja há 55 anos, que não chovia tanto no período”, explica o meteorologista.

Em consequência do temporal, houve queda de árvores, a força da enxurrada arrastou blocos inteiros de asfalto, tampas de poços de visita, grelhas de bocas de lobo, além de provocar o  afundamento de pista. Nas margens da Avenida Gury Marques, no Bairro Cidade Morena, formou-se uma cratera depois que a chuva arrastou a tubulação de drenagem.

Por orientação do prefeito Marquinhos Trad, que ainda na quarta-feira à noite esteve na região, equipes da Secretaria já estão no bairro para o trabalho inicial de limpeza desde as 6 horas da manhã.

O secretário Rudi Fiorese, acompanhado de engenheiros da Sisep,  visitou os pontos críticos para uma avaliação inicial dos estragos. Equipes da empreiteira que atua no serviço de tapa-buraco, mesmo embaixo de uma garoa fina,  já trabalhavam para desobstruir o tráfego no trecho final da Rua Fraiburgo, desde as 7 horas.

O asfalto foi arrancado neste trecho da Fraiburgo,  um dos acessos às Moreninhas, por onde escoa a enxurrada que desce da parte alta do bairro. A capa do pavimento será integralmente removida para ser refeita quando houver pelo menos três dias de estiagem. Enquanto isto, segundo Edvaldo Aquino, chefe da Divisão de Manutenção de Vias, será feito um serviço emergencial para garantir plenas condições de tráfego. Sobre a base do pavimento removido, será aplicado um revestimento primário (com o uso de bica corrida). “Enquanto o solo estiver úmido não há como aplicar massa asfáltico e garantir durabilidade do pavimento”, explica.

O comerciante Wilson Bonfim, dono de uma revendedora de pneus, conta que a quantidade de enxurrada que desceu a Fraiburgo foi impressionante, exatamente em frente do local onde o pavimento foi mais danificado. “Isto aqui parecia um rio e com o asfalto soltando, se formou uma fila enorme de carros. Em 10 anos que estou aqui, nunca vi uma chuva tão forte“, relembra.

A enxurrada também arrastou parte do pavimento na Rua Minas Novas, outro acesso às Moreninhas, inclusive um trecho onde há 60 dias foi feito o tapa-buraco. “Foi uma chuva atípica, com um volume muito alto em um espaço muito curto de tempo. Nenhum remendo no asfalto resistiria”, explica o secretário Rudi.  A chuva também danificou o asfalto na Rua Palmácia  esquina com a Rua Mariate.

A chuva também provocou estragos em trechos da Avenida Gury Marques. Na altura da Vila Cidade Morena, a avenida ficou interditada durante boa parte da chuva. A enxurrada destruiu parte da tubulação de drenagem e abriu uma cratera que terá de ser fechada o mais rápido possível para não avançar e colocar em risco a pista.

A solução dependerá da retomada das obras de drenagem e controle de enchentes na Vila  Cidade Morena, iniciadas em 2012 e interrompidas desde 2014. A tubulação, junto com as bocas de lobo, já foram implantadas numa  parte do bairro, mas não pode ser conectada porque falta fazer a drenagem no trecho antes de desaguar no Córrego Gameleira, que atravessa a  Gury Marques. O projeto foi orçado em R$ 3,2 milhões, mas as planilhas terão de ser atualizadas, porque são valores calculados em 2014.

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