Força-tarefa do MPE pede afastamento de oito vereadores

O MPE (Ministério Público Estadual) solicitou o afastamento “pelo prazo de 120 dias, proibindo-os de acessar ou frequentar, sob qualquer pretexto, a Câmara Municipal de Campo Grande” de oito vereadores por suspeita de recebimento de propina nos eventos que antecederam a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP) no ano passado.

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São eles Airton Saraiva (DEM), Carla Stephanini (PMDB), Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), Chiquinho Telles (PSD), Flávio Cezar (PT do B), João Rocha (PSDB), Paulo Siufi (PMDB) e Vanderlei Cabeludo (PMDB).

O pedido foi protocolado nesta quarta-feira (18). Assinam o documento os promotores Thalys Franklyn, Fernando Zaupa, Cristiane Mourão Leal Santos, Tiago Di Giulio Freire e Fabio Ianni Goldfinger.

Conforme a denúncia “os vereadores ora requeridos figuram entre os investigados e os elementos de prova colhidos até o momento indicam que eles e outros de seus pares somente votaram pela cassação do mandato de Alcides Jesus Peralta Bernal em troca de vantagens, ou seja, que o ato fora inquinado de vício de vontade”.

A Força-Tarefa anexou no documento encaminhado ao Tribunal de Justiça os áudios de Marly Deborah Pereira de Campos, Anny Cristina Silva Nascimento Sales e Jefferson Ferreira Vitorino, que “demonstram terem tido ciência de tal articulação política” e que o total gasto no pagamento de vereadores para cassação de Alcides Bernal “teria totalizado R$ 20 milhões”.

Diante das investigações, o MPE pede o afastamento dos oito vereadores “pelo prazo de 120 dias, proibindo-os de acessar ou frequentar, sob qualquer pretexto, a Câmara Municipal de Campo Grande”.

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