Força Nacional reforçará a segurança de 11 cidades do RJ nas eleições

(Foto: Divulgação - Força Nacional)
(Foto: Divulgação – Força Nacional)

Homens da Força Nacional  de Segurança e das Forças Armadas vão reforçar o esquema de segurança em 11 cidades do estado do Rio de Janeiro nas eleições municipais no próximo domingo. Além da cidade capital, os agentes também estarão em Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, São Gonçalo, Belford Roxo, Campos, Macaé, Magé, Queimados e Japeri.

O Tribunal Superior Eleitoral aprovou o envio das tropas federais para outros sete estados, além do Rio de Janeiro. O número de militares que participarão desse esquema ainda não foi divulgado pelo Ministério da Justiça e da Defesa.

De acordo com o governo federal, os militares do Exército e da Marinha se dividirão entre as cidades do estado. No caso da região da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, 500 homens da Força Nacional farão o policiamento no lugar da Polícia Militar.

Segundo a Polícia Civil do Rio, 14 pessoas ligadas à política foram mortas nos últimos nove meses na Baixada Fluminense. Após investigações, a polícia descobriu que, de 13 crimes, apenas dois tiveram motivos relacionados à política.

CRIMES
O caso mais recente ocorreu nesta segunda-feira (26), quando criminosos invadiram o comitê eleitoral do candidato a vereador Marcos Vieira de Souza, o “Falcon”, e o executaram com tiros de fuzil. Falcon também era policial militar e presidente da escola de samba Portela. A polícia ainda está apurando a motivação do crime e não descartou nenhuma possibilidade.

Em julho, o presidente do TSE, Gilmar Mendes, já havia pedido ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, que as tropas enviadas ao Rio para reforçar a segurança da Olimpíada continuassem na cidade até outubro.

No dia 26 de agosto, Gilmar Mendes visitou o Cartório Eleitoral de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para ver de perto a realidade da região por causa do grande número de mortes envolvendo políticos, pré-candidatos e candidatos nessas eleições. Na ocasião, o ministro informou ter enviado um ofício ao Ministério da Justiça, no qual solicitou que a Polícia Federal ficasse responsável por investigar os assassinatos.

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