‘Fininho’ foi morto pelo PCC após julgamento e execução parar nas redes sociais

Da Redação/JN

Mauro Eder Araújo Pereira, 31 anos, conhecido como “Fininho”, integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foi julgado pelo tribunal do crime e executado por outros integrantes do PCC, porque teria repassado informações privilegiadas à facção rival, o Comando Vermelho. Ossada da vítima foi encontrada no dia 20 de julho, na estrada que dá acesso ao Balneário Atlântico, em Campo Grande.

Suspeitos de envolvimento em execução por briga de facções (Foto: Graziela Rezende/ TV Morena)

Cinco cativeiros diferentes monitorados 24 horas, um “julgamento” de criminosos e uma fria execução divulgada nas redes sociais. Esta foi a sequência do homicídio de fininho, desaparecido desde o dia 29 de maio.

Ao todo, 18 pessoas teriam participado da execução, sendo quatro delas adolescentes. Parte dos suspeitos foi apresentada na manhã desta segunda-feira (31), durante coletiva na Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij).

Estão presos: Claudimon Moreira da Silva, 36 anos, Joceli Lima dos Santos, 23 anos, Luan Avila Santana, 20 anos, Luis Alberto de Jesus Ramos, 23 anos, André Abner Correa de Arruda, 20 anos, Israel Rodrigues Lopes, 23 anos, Maycon Erickson Dias Ponsolle, 23 anos, Luan Laftan da Silva Queiroz, 21 anos, Diego Alcunha Medina, 23 anos, Cristhian Thomas Vieira, 28 anos, Glaucia Maria Padim, 31 anos, Miguel Angelo Sanches Benitez, 19 anos. Os dois que estão foragidos são Carlos Henrique de Oliveira Arguelho, 39 anos e Leonardo Caio dos Santos, 28 anos. Os adolescentes tiveram a identidade preservada. Diego e Luana confessaram participação direta no homicídio.

Os presos foram indiciados por associação criminosa, cárcere privado, corrupção de menores e homicídio doloso qualificado.

Segundo o delegado Márcio Obara, responsável pelas investigações, com o registro da ocorrência, a polícia tomou conhecimento das imagens divulgadas na internet. “Nós já sabíamos que a vítima tinha envolvimento com uma facção criminosa e indícios da sua participação em crimes na cidade, incluindo dois homicídios. No entanto, algumas pessoas estavam temerosas de falar a respeito”, explicou o delegado.

As buscas ocorreram por três semanas e, neste período, 12 pessoas tiveram a prisão preventiva decretada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri.

O corpo foi localizado no dia 20 de julho, em uma área de vegetação próxima à estrada que dá acesso ao Balneário Atlântico. “A vítima foi morta e abandonada no local. A arma do crime foi encontrada junto com um dos autores, quando ele praticava outro delito. O suspeito confessou a morte do homem de 31 anos”, ressaltou o delegado.

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