Fim da trégua: vereadores não poupam críticas a Bernal

As falas dos vereadores da oposição na sessão legislativa desta quinta-feira (04) ficaram bem distantes do tom conciliatório dos discursos dos líderes dos partidos durante a cerimônia de abertura do ano legislativo na Câmara Municipal de Campo Grande na última terça-feira.”

O vereador Paulo Siufi (PMDB), comparou o prefeito Alcides Bernal (PP) a Síndrome de Guillian-Barré,
O vereador Paulo Siufi (PMDB), comparou o prefeito Alcides Bernal (PP) a Síndrome de Guillian-Barré,

O vereador Airton Saraiva (DEM) anunciou que “a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dará 15 dias para que a prefeitura apresente informações detalhadas sobre todas as medidas adotadas, via decreto municipal, desde dezembro do ano passado. Queremos que a Câmara avalie a regularidade dos contratos emergenciais feitos pela administração municipal. E se não tivermos resposta, vamos até o Ministério Público Estadual”, garantiu Saraiva.

Paralelamente ao anúncio, Saraiva e outros vereadores falaram de “perseguição por parte do prefeito aos integrantes da Casa”. Saraiva citou ainda declaração feita pelo prefeito Alcides Bernal: “Eu vou até o inferno para cassar os 23 vereadores que cassaram o meu mandato”.

O vereador Alex do PT elogiou a iniciativa do requerimento da comissão e classificou como “uma usurpação ao Poder Legislativo um decreto do Executivo que tente implementar situação de emergência por seis meses. Esta Casa deve agir para sustar imediatamente os efeitos deste decreto”, defendeu Alex.

Já o vereador Edil Albuquerque (PMDB) afirmou que “Campo Grande não conta atualmente com credibilidade nenhuma na esfera federal ao ponto de ter negado, pelo governo, um pedido relativo à declaração de situação de emergência na Capital. Isso é muito grave!”, considerou.

O vereador Paulo Siufi (PMDB) comparou o prefeito Alcides Bernal (PP) à Síndrome de Guillian-Barré, que provoca paralisia e pode levar à morte. Casos da doença têm sido associados a disseminação do Zika vírus. Na analogia feita por Siufi, que é médico, “o prefeito é pior do que a síndrome, que afeta o sistema nervoso central, paralisa partes do corpo e causa inclusive, problemas de ordem neurológica”.

O peemedebista continuou: “Aliás, um prefeito que enfrenta determinado problemas de saúde, devia ter cuidado com a cidade que ele afirma ser feita de açúcar, porque pode se complicar com ela. Quem afirma que os motoristas de Campo Grande caem nos buracos das ruas da Capital porque querem, pode dizer também que os campo-grandenses pegaram dengue, chikungunya ou zika vírus porque não se desviaram do Aedes Aegypti. Campo Grande virou piada nacional”, ironizou.

Siufi defendeu ainda que “a Câmara investigue a tentativa do prefeito de decretar situação de emergência” – em que diversos gastos da administração pública podem ser feitos sem a realização de licitações – “para verificar onde estão sendo aplicados recursos reivindicados pelo prefeito para a Saúde e outros recursos também, como a Cosip (Contribuição para o Serviço de Iluminação Pública), que já denunciei aqui. Ministério Público, atenção!”, disse o vereador.

Silvio Ferreira

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