Fiems, Senai e Reflore-MS formam grupo para discutir uso da biomassa na geração de energia

Foto Divulgação
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A Fiems, o Senai e a Reflore-MS (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas) reuniram-se, nesta terça-feira (24/05), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), para discutir alternativas para agregar valor às florestas plantadas de Mato Grosso do Sul, dando aos produtores novas possibilidades de comercialização do produto. Na reunião, foi formado um grupo de trabalho, conduzido pela Fiems e Senai e com a participação da Reflore-MS e Governo do Estado, para atuar na criação de novos mercados para as florestas plantadas sul-mato-grossenses.

O diretor-regional do Senai, Jesner Escandolhero, explicou que a entidade auxiliará na busca de pesquisa e análise de implementação de projetos com viabilidade técnica. “O projeto terá auxílio, por meio da pesquisa aplicada, e profissionais técnicos especializados com conhecimento na área”, declarou. Já o diretor-técnico do Senai, Gilberto Evidio Schaedler, destacou que o grupo irá trabalhar na discussão, estudo e análise de viabilidade de projetos e ações. “O intuito é buscar fontes alternativas para a biomassa disponível e a Fiems contribuirá para gerar atratividade para investidores no setor de energia de biomassa”, salientou.

Segundo o presidente da Reflore-MS, Moacir Reis, hoje o Estado já tem uma sobra de 200 mil hectares de floresta plantada, considerada uma área significativa e o produtor quer procurar novos usos. “Há 10 anos nós tínhamos o consumo de madeira para carvão e, hoje, temos para a celulose e queremos trabalhar o assunto de energia. O Brasil tem um fornecimento de energia por meio de usinas hidrelétricas e isso gera um impacto ambiental. Além de ter área sobrando, nós temos aptidão florestal no Estado, então, a Fiems está conduzindo esse grupo de trabalho para fazer esse projeto âncora e tentar colocar em prática uma usina já com produção de energia por meio de biomassa de eucalipto”, comentou.

O superintendente de energia do Governo do Estado, Edmir José Bosso, também participou do encontro e disse que o grupo de trabalho fará um estudo de viabilidade socioeconômica para produção de energia a partir da madeira que existe em abundância no Estado. “A partir do grupo, vamos começar o estudo mais profundo para identificar o que se pode produzir e gerar custo benefício, pois é importante tanto para os produtores e como para o Estado que poderá ser um exportador de energia”, falou.

O técnico do Programa Senai de Gestão Energética, Ildo D’Oliveira Mariano, ressaltou que a ideia é fazer um programa piloto para identificar as áreas mais prováveis de instalação dessa geração de energia para colocar à disposição dos consumidores sul-mato-grossenses. “A expectativa é apresentar o programa de gestão energética visando atender esse nicho da sociedade com relação a parte de energia de biomassa cavacos de madeira”, pontuou.

A pesquisadora industrial do ISI Biomassa, Layssa Okamura, afirmou que o instituto deve entrar no projeto com conhecimento para o desenvolvimento de novas tecnologias e novas utilizações para agregar valor a essa biomassa excedente no Estado. “O estudo viabiliza tanto a produção de energia ou até mesmo a produção de outros insumos como alguns químicos e bioquímicos”, afirmou.

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