Fiems defende criação de grupo para flexibilizar as negociações trabalhistas

Um dia após reunião com representantes dos sindicatos laborais e patronais do setor industrial para definir a construção de uma agenda positiva destinada a lidar com o cenário de crise econômica nacional para evitar demissões, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, encontrou-se, nesta sexta-feira (14), com o presidente do TRT/MS, desembargador do trabalho Nery Sá e Silva de Azambuja, para propor a criação de um grupo de trabalho para discutir a viabilidade da flexibilização das negociações trabalhistas.

Sérgio Longen durante reunião no TRT (Foto: Divulgação)
Sérgio Longen durante reunião no TRT (Foto: Divulgação)

“A nossa intenção é conseguir encontrar um formato que contemple a vontade da maioria e, dessa forma, manter o emprego dos trabalhadores da indústria”, disse.

Ainda segundo Sérgio Longen, sem boa vontade por parte da Justiça do Trabalho, do MPT (Ministério Público do Trabalho), dos patrões e dos empregados será difícil conter as demissões no setor industrial.

“Esse grupo de trabalho teria representantes das indústrias, do TRT, do MPT e dos industriários, que juntos encontrariam alternativas para ajustar as negociações coletivas à realidade do setor em tempos de crise financeira. Temos de encontrar um ponto de equilíbrio em prol da manutenção do emprego”, reforçou, lembrando que se trata de uma iniciativa inédita a união dos sindicatos laborais e patronais para alinhar propostas que permitam uma flexibilização de acordos coletivos.

“Neste momento de crise financeira, as negociações trabalhistas não podem ser radicais até como uma forma de manter os empregos dos trabalhadores”, declarou o presidente da Fiems, acrescentando que o momento é de busca da valorização do trabalho e essa batalha passa pelos patrões, pelos empregados e pela Justiça do Trabalho. Ele pontua que o Brasil vive um dos momentos mais complexos da sua história contemporânea, o que exige correção de rotas, sentido de urgência e enfrentamento de questões econômicas, políticas e institucionais que são obstáculos ao desenvolvimento do País.

O presidente do TRT/MS, Nery Azambuja, considera possível a criação desse grupo de trabalho em prol da manutenção do emprego do trabalhador da indústria. “Vou conversar com a vice-presidência do TRT, pois esse tema é de competência dela, mas considero que seja possível a criação desse grupo, pois sempre temos sempre de procurar alternativas para a manutenção do emprego do trabalhador”, declarou.

Ele destaca que é importante estar sempre discutindo os melhores caminhos para o desenvolvimento do Estado, ainda mais neste momento de crise financeira em que a empregabilidade precisa ser mantida.

“Fico satisfeito de saber que a Fiems está se preocupando com essa situação e que está disposta ao diálogo com os sindicatos laborais. Acredito que essa medida é louvável e precisava ser tomada, pois somente por meio do diálogo é possível encontrar a melhor solução para patrões e empregados do setor industrial”, analisou.

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