Fetems ajuda a ocupar MEC em Brasília em manifestação da Educação contra governo

Direção da Federação a frente (Foto: divulgação Fetems)
Direção da Federação a frente (Foto: divulgação Fetems)

A terça-feira (28) foi marcada com movimentos sociais realizando manifestos e ocupando estradas em Mato Grosso do Sul, em luta pela terra e Reforma Agraria regional, como o Página Brazil noticiou ontem, bem como em Brasília, onde os trabalhadores em Educação do Estado, juntamente com demais de todo o Brasil, ocuparam a sede do MEC (Ministério da Educação). A reportagem teve acesso na manhã desta quarta-feira (29) as informações do movimento que visa lutar por direitos da área, entre outros, que vem sendo retirados nos útlimos meses, segundo a direção e membros da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS), que participa da ação na esplanada dos ministérios.

A direção da Fetems, que está no local na movimentação da luta contra a retirada de direitos, relata que trabalhadores/as em educação de todo o país ocuparam o MEC, com um grande grupo que adentrou o prédio do ministério e demais centenas de manifestantes ficaram na parte externa realizando um grande ato com as bandeiras do ensino público gratuito, laico e de qualidade. A ação é em resistência a uma série de direitos ameaçados e tirados pelo atual governo interino de Michel Temer (PMDB), que tem como ministro da educação, Mendonça Filho (DEM), afirma o presidente da Fetems, Roberto Botareli.

“A Fetems se faz presente na luta e reforça o não ao retrocesso no ensino público brasileiro e diz não a ao fim da aposentadoria especial do magistério, ao fim das receitas do petróleo para educação, a ameaça à política salarial dos servidores públicos, como o fim a Lei do reajuste do Piso Salarial Nacional do Magistério e a desvinculação de receitas da educação”, diz Botarelli, que completa afirmando que a ação não tem hora para acabar e dentro do MEC permanecem cerca de 200 trabalhadores e do lado de fora milhares fazem ato conduzido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

O presidente da Fetems lembra que é um dever da Federação, que não poderia deixar de estar presente neste momento histórico de reivindicação também, mas acima de tudo em luta e resistência no que avalia ser um retrocesso ou até pior, acabando com sistemas criados’. “Não importa o governo, não importa o ministro, quando se mexe nos nossos direitos e a luta que nos resta. Este governo é interino, mas os estragos tem sido e serão permanentes. Estamos vendo um desmonte das conquistas da educação pública do país”, afirma.

Segundo a vice-presidente da entidade de MS, Sueli Veiga Melo, o momento é de resistência. “Não podemos aceitar o fim da aposentadoria especial do magistério, não vamos nos aposentar com 70 anos, pois sabemos o que isso significa e todos os dias tem sido notícias uma pior que a outra, portanto vamos participar na luta e mobilizados”, disse.

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