Fetems rebate salários divulgados e pede apoio dos deputados

A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) contestou os salários divulgados pelo Governo do Estado que afirmou por meio da televisão e do rádio que um professor, com graduação, ganharia R$ 5.561,90. Na tribuna da sessão plenária desta terça-feira, 2, o presidente da entidade, Roberto Botareli criticou os gastos do Executivo com publicidade e pediu apoio dos parlamentares para garantir o reajuste da categoria.

Botarelli criticou os gastos do Executivo com publicidade e pediu apoio dos parlamentares
Botarelli criticou os gastos do Executivo com publicidade e pediu apoio dos parlamentares

 

“Estão distorcendo a realidade”, afirmou Botareli. Segundo ele, um professor graduado, de início de carreira, com 20 horas aula, ganha o valor de R$ 1.997,13 e por 40 horas aula, ganha R$ 3.994,20. Ele lembrou que o concurso público em Mato Grosso do Sul estipula 20 horas aula e para ganhar por 40 horas o profissional da educação precisaria ter dois concursos.

Com especialização, o professor chega a ganhar R$ 4.260 e, com mestrado e doutorado, a remuneração salta par R$ 4.393. “Como vocês vêem, são valores bem aquém dos R$ 5.561 informados pelo Governo”, rebateu.

A Federação também criticou os gastos do Executivo com publicidade. “Sabemos muito bem quanto é uma veiculação na televisão em horário nobre e garanto que os gastos para veicular inverdades na imprensa poderiam servir para dar o reajuste aos professores”, destacou.

“Não queremos greve, não gostamos de greve, mas a greve é o instrumento. A educação está acima do interesse partidário e contamos com todos os deputados, de todos partidos, para nos ajudar a trazer a data-base de janeiro”, afirmou.

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