Fazendas de Lama: Servidor da Agesul é o quarto a deixar prisão

O ex-servidor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Hélio Yudi Komiyama,, foi o quarto suspeito preso na segunda fase da operação Lama Asfáltica denominada Operação Fazendas de Lama. a deixar a delegacia. O advogado dele, Newley Amarilla disse que a juíza Monique Marchiolli Leite revogou a prisão temporária que terminaria no sábado (14).

Advogado Newley Amarilla conseguiu ontem  a tarde revogar a prisão do servidor da Agesul Hélio Yudi
Advogado Newley Amarilla conseguiu ontem a tarde revogar a prisão do servidor da Agesul Hélio Yudi

Hélio Yudi estava preso na Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) para onde foi transferido o ex-prefeito de Paranaíba, Wilson Mariano, que estava na Superintendência da Polícia Federal até quinta-feira (12).

Também deixaram a delegacia a filha do ex-prefeito, Mariane Mariano, por estar em fase de amamentação, a advogada Raquel Giroto, mulher do ex-deputado federal Edson Giroto (PR), por ela ser advogada e ter uma filha de 7 anos, e Elza Cristina Araújo dos Santos, advogada, secretária e sócia de João Amorim – também preso. Elas conseguiram o direito da prisão domiciliar.

Ao todo, 15 pessoas foram presas entre políticos, empresários e familiares na segunda fase da operação Lama Asfáltica que investiga esquema de fraude em licitações de obras do estado e desvio de dinheiro público.

Ainda foram presos na ação:

– Ex-secretário-adjunto de Fazenda de MS, André Luiz Cance
– Ex-deputado federal, Edson Giroto (PR)
– Empreiteiro João Amorim
– Ex-diretora-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Maria Vilma Casanova Rosa
– Ana Paula Amorim Dolzan
– Ana Lúcia Amorim Dolzan
– Renata Amorim
– Wilson Roberto Mariano de Oliveira
– Ana Cristina Pereira da Silva
– Evaldo Furrer Matos
– Flávio Henrique Garcia

Foi cumprido ainda um mandado de busca e apreensão no apartamento do ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB). Policiais ficaram no imóvel, localizado no Jardim dos Estados, bairro nobre de Campo Grande, por aproximadamente duas horas e saíram de lá com malotes.

Corrupção

Os investigados teriam adquirido propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras, de fraudes em licitações e ainda de recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro.

As investigações sobre o suposto esquema de corrupção teve início em 2013. Na primeira fase da apuração, foi verificada a existência de um grupo que, por meio de empresas em nome próprio e de terceiros, superfaturaram obras contratadas com a administração pública, mediante corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos.

Lavagem de dinheiro

Em análise a material apreendido na primeira fase da operação, a CGU e a Receita Federal verificaram indícios de lavagem de dinheiro, inclusive decorrentes de desvio de recursos públicos federais e provenientes de corrupção passiva, com a utilização de mecanismos para ocultação de tais valores, como aquisição de bens em nome de terceiros e saques em espécie.

Segundo a polícia, o grupo investigado atua no ramo de pavimentação de rodovias, construções e prestação de serviços nas áreas de informática e gráfica.

Primeira fase

No último mês de fevereiro, o Ministério Público do Estado (MP-MS), denunciou 40 pessoas por envolvimento em corrupção em obras públicas de Mato Grosso do Sul. Esses denunciados tinham sido investigados pela PF. Na época, R$ 84 milhões em bens foram bloqueados.

A operação Lama Asfáltica foi deflagrada em 9 de julho, cumprindo 19 mandados de busca e apreensão em residências de investigados e em empresas que tinham contratos com o poder público.

A PF e a Receita Federal também foram à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra). De acordo com o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, quatro servidores foram afastados na época.

Na lista de obras investigadas na primeira fase estão o Aquário do Pantanal e as rodovias MS-171, MS-228 e MS-187. Todas foram executadas na administração de André Puccinelli (PMDB). Na época, a assessoria do ex-governador informou que “todas as contratações seguiram rigorosamente a legislação vigente e aplicável ao caso” e “os pagamentos efetuados foram feitos após verificação dos fiscais de cada uma das obras. (COM Informações TV Morena)

Comentários

comentários