Exportações de industrializados de MS registram redução de 4,3% no ano

Foto Divulgação
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A receita com as exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul já registra redução de 4,3% no ano em relação ao mesmo período do ano passado, diminuindo de US$ 938,9 milhões de janeiro a abril de 2015 para US$ 898,5 milhões nos primeiros quatro meses de 2016, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Na análise somente de abril deste ano, as exportações de industrializados tiveram queda de 4,8% na comparação com abril de 2015, despencando de US$ 216,6 milhões para US$ 206,3 milhões.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, em relação ao volume, foi registrado aumento de 8,5% na comparação mensal, saindo de 777.038 toneladas para 843.324 toneladas, enquanto no acumulado do ano teve retração de 1,2%, diminuindo de 2.936.863 toneladas para 2.900.669 toneladas. “Quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 51% de tudo o que foi exportado por Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano, na mesma comparação, a participação ficou em 54%”, declarou.

Ezequiel Resende acrescenta que, de janeiro a abril deste ano, os principais destaques ficaram por conta dos grupos “Papel e Celulose”, “Complexo Frigorífico”, “Óleos Vegetais”, “Açúcar e Etanol”, “Couros e Peles” e “Extrativo Mineral”, que, somados, representaram 97,3% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior. “Desde o início do ano, esses grupos têm segurado as exportações sul-mato-grossenses, o que deve perdurar até o fim do ano”, analisou.

Desempenho

De janeiro a abril de 2016, as exportações do grupo “Papel e Celulose” somaram US$ 385,1 milhões, apontando crescimento de 12,8% sobre igual intervalo de 2015, quando as vendas atingiram o equivalente US$ 341,3 milhões. Quanto aos produtos, o destaque ficou por conta da pasta química de madeira (celulose) que registrou receita igual a US$ 374,3 milhões, indicando crescimento de 15,8% em relação ao mesmo período de 2015, sendo que tal desempenho foi garantido, basicamente, pelo aumento de 21,7% no volume comercializado produto, tendo como principais compradores China, Itália, Holanda, Estados Unidos e Coreia do Sul.

No “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação de janeiro a abril de 2016 alcançou o equivalente a US$ 257,5 milhões, apontando queda de 7,8% sobre igual período de 2015, quando o total ficou em US$ 279,4 milhões. A redução observada se deu, principalmente, por conta da forte diminuição das compras em importantes mercados para as carnes de Mato Grosso do Sul, com destaque para Venezuela, Hong Kong, Rússia, China, Japão, Arábia Saudita e Egito, que somados apresentaram uma redução equivalente a US$ 49,2 milhões.

Já o grupo “Óleos Vegetais” fechou o período de janeiro a abril de 2016 com receita equivalente a US$ 75 milhões, indicando aumento de 70,5% sobre o mesmo intervalo de 2015, quando o resultado ficou em US$ 44 milhões. Em relação aos produtos exportados destacam-se as farinhas e “pellets” da extração do óleo de soja com US$ 60,5 milhões ou 80,7% da receita total do grupo, sendo que os países que mais contribuíram para o desempenho observado foram Tailândia e Indonésia, que, somados, compraram o equivalente a US$ 63,6 milhões ou 84,8% do total.

Outros grupos

No grupo “Açúcar e Etanol”, a receita de exportação de janeiro a abril de 2016 alcançou o equivalente a US$ 74,9 milhões, redução nominal de 43,1% sobre igual período do ano passado. Resultado das quedas ocorridas no volume e preço médio de comercialização de 32,8% e 15,3%, respectivamente, sendo que o único produto do grupo com registro de vendas ao exterior no acumulado deste ano foi o açúcar de cana e os principais compradores foram Rússia, Bangladesh, Croácia, Argélia, Nigéria, Malásia, Egito e Índia.

Quanto ao grupo “Couros e Peles” a receita de exportação de janeiro a abril de 2016 alcançou US$ 45 milhões, indicando redução de 7,8% sobre igual período de 2015. Resultante da diminuição das aquisições de importantes compradores como a Itália, Hong Kong, Estados Unidos e Taiwan que, somados, apresentaram queda de US$ 14,3 milhões. Bem como pela redução de 30% no preço médio da tonelada do couro exportado por Mato Grosso do Sul. Quanto aos compradores, os principais até o momento são a China, Itália, Vietnã e Holanda.

Encerrando, o grupo “Extrativo Mineral” teve receita de exportação acumulada de janeiro a abril de US$ 36,1 milhões, indicando recuo de 46,4% sobre o mesmo período de 2015, quando as vendas foram de US$ 67,5 milhões. Resultado fortemente influenciado pela queda de 36% no preço médio da tonelada do minério de ferro, bem como pela redução de 16% no volume comercializado do produto. Por fim, os minérios exportados por Mato Grosso do Sul tiveram a Argentina como principal destino.

Fiems

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