Exército divulga balanço de quatro dias da Operação Ágata

Faltando algumas semanas para o início das Olimpíadas Rio 2016, o Ministério da Defesa deflagrou a Operação Ágata 11, que tem como objetivo coibir crimes em áreas de fronteira. A ação já dura quatro dias, está sendo realizada nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e não tem previsão de quando chegará ao fim.

Foto: Divulgação
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Durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (16), o general Carlos Sérgio Câmara Saú, Chefe do Estado Maior Conjunto do Comando Militar do Oeste (CMO), apresentou os dados da operação até o momento. Segundo Saú, a faixa de fronteira dos dois estados ultrapassa 2.500 quilômetros e a maior parte dos produtos ilícitos foram apreendidos na região sul de MS.

Em quatro dias, militares do Exército, Marinha e da Força Aérea, vistoriaram mais de 417 embarcações, sendo que três delas foram apreendidas; 909 caminhões; 2214 motos, 582 ônibus e vans. Também foram apreendidos sete carros; 11 motos; 749 quilos de maconha; 44 de cocaína, R$ 37 mil em dinheiro e 290 quilos de alimentos; entre outros. Somente ontem (15), 2.820 militares atuaram na operação.

De acordo com o general, a Operação Ágata também já ocorreu nas vésperas de outros eventos importantes, como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. “A operação busca reprimir a entrada de produtos ilícitos no país e fiscalizar as mercadorias que são permitidas. Tudo o que entra pela fronteira tem grande reflexo nos grandes centros”, disse.

General Saú apresentou resultado parcial de operação. Foto: Kerolyn Araújo
General Saú apresentou resultado parcial de operação. Foto: Kerolyn Araújo

Além de fiscalizar as fronteiras, a Operação Ágata também leva serviços de assistência à população ribeirinha, como atendimentos médicos, odontológicos e distribuição de medicamentos.

Fronteira com o Paraguai

Diante do crime que ocorreu na noite de ontem em Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã, que resultou na morte do narcotraficante Jorge Rafatt Toumani, toda segurança pública do Estado está em alerta. “Se houver necessidade, poderemos tomar posturas em relação à Ponta Porã”, finalizou.

A Operação Ágata conta com a participação de órgãos governamentais como a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Receita Federal, entre outros.

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