Ex-prefeito Gilmar Olarte se entrega à polícia

O vice-prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte, se apresentou no começo da manhã desta sexta-feira (02), na 3ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, no bairro Carandá Bosque.

Olarte estava sendo procurado desde a manhã de ontem e era considerado foragido. Contra ele havia uma mandado de prisão preventiva que foi deferido pelo desembargador Luiz Claudio Bonassini.

Amorim se entregou no Gaeco, Olarte segue foragido

Contra o empresário João Amorim também havia um mandado de prisão, mas ele se entregou na sede do Garras (Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros) na tarde de ontem.

Olarte e Amorim são investigados pela Operação Coffee Break do Ministério Público Estadual, por um suposto esquema de compra de votos para a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP), em março de 2014.

Suspeita

Os promotores do Gaeco dizem acreditar que Olarte e João Amorim encabeçaram a organização para cassar Bernal. Os investigadores concluíram que para garantir a cassação, o empresário comprou votos dos vereadores.

O empresário tinha interesse em cassar Bernal para que Olarte assumisse a prefeitura. Amorim também é investigado pela Polícia Federal por supostas fraudes em licitações e desvio de recursos públicos.

Peritos do instituto de criminalística analisaram o conteúdo de 17 aparelhos celulares apreendidos pela operação Coffee Break. Em menos de um mês de trabalho foram recuperadas mais de cinco mil páginas de mensagens de textos trocadas pelos suspeitos.

Coffee Break

A operação Coffee Break foi deflagrada em 25 de agosto, e cumpriu 13 conduções coercitivas, quando a pessoa é levada obrigatoriamente a prestar depoimento.

O nome desta ação, inclusive, conforme o coordenador do Gaeco, o promotor de Justiça, Marcos Alex Vera de Oliveira, é uma referência ao “cafezinho”, que seria como os suspeitos da outra operação se referiam ao pagamento de propinas.

Além de Orlarte, também foi afastado do cargo de presidente da Câmara Municipal, Mário César Fonseca (PMDB).

O Gaeco recolheu 17 celulares para perícias em mensagens. O laudo de apenas um deles já tem 50 mil laudas.

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