Ex-diretor e mais sete viram réus por fraude de R$ 2,3 milhões no HU

Duas denúncias do NCC(Núcleo de Combate à Corrupção) do MPF/MS (Ministério Público Federal) contra os oito investigados na Operação Sangue Frio, foram aceitas pela Justiça.

Ex-diretor do HU, José Carlos Dorsa (Divulgação/UFMS)
Ex-diretor do HU, José Carlos Dorsa (Divulgação/UFMS)

A operação, deflagrada em 2013, apontou que os envolvidos teriam cometido irregularidades no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (NHU/UFMS), que causaram prejuízos aos cofres públicos no valor de R$ R$ 2.311.081,89.

De acordo com o MPF, entre os denunciados por envolvimento nas fraudes está José Carlos Dorsa Pontes, ex-diretor geral do HU. Ele é acusado pelos crimes de falsificação de documento, peculato, formação de quadrilha e fraude em licitação.

O ex-diretor é apontado como um dos principais articuladores da quadrilha. Os outros sete réus são servidores públicos, aposentados e funcionários de empresas.

Além da denúncia, o MPF quer que os envolvidos devolvam aos cofres públicos os R$ 2,3 milhões que foram desviados.

Operação Sangue Frio

A operação teve o objetivo de combater uma quadrilha que fraudava licitações e superfaturava serviços do Hospital Universitário. Estiveram envolvidos cem policiais federais, que cumpriram 25 mandados judiciais, sendo 19 de busca e apreensão e quatro ordens judiciais de afastamento de funções de servidores públicos e empregados terceirizados do hospital público.

As investigações começaram em março de 2012 e revelaram que os pacientes do serviço médico de radioterapia do hospital público estavam sendo encaminhados para serem atendidos no hospital filantrópico de propriedade de Dorsa.

As diligências revelaram a existência de um esquema envolvendo algumas empresas com a finalidade de direcionar licitações e contratações e superfaturar serviços, o que envolvia o pagamento de propinas.

Em relação ao hospital filantrópico, mantido em grande parte por recursos públicos, dentre outros fatos, as investigações apuram os altos valores dos pagamentos realizados a empresas ligadas à própria diretoria do hospital.

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