Estradas de MS são principais rotas do contrabando no país

Uma das principais rotas do contrabando e tráfico de drogas do país, Mato Grosso do Sul está sendo um corredor de distribuição de cigarros, medicamentos, eletrônicos, além de drogas e armas, que são distribuídos em todo o país. Com a finalidade de discutir uma maneira de reduzir o problema, está sendo realizado na manhã desta quinta-feira (03), na Capital, um evento em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Contrabando.

O evento, realizado na Receita Federal, reuniu diversas autoridades, entre eles o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), o Secretário de Segurança Pública de MS, Silvio Maluf e o juiz federal Odilon de Oliveira.

Durante seu discurso, Azambuja ressaltou que para tentar resolver o problema seria necessário investir mais no policiamento, de uma maneira que não apenas alguns pontos fossem monitorados, mas sim toda extensão da fronteira. “Não adianta ter um ponto fixo de monitoramento, temos que dar condições para o deslocamento das equipes. Teríamos que fazer um acordo com o Governo Federal. O Estado aumentaria o efetivo e eles ajudariam com outros suportes, como o armamento”, relatou.

Evento foi realizado nesta manhã na Receita Federal. Foto: Kerolyn Araújo
Evento foi realizado nesta manhã na Receita Federal. Foto: Kerolyn Araújo

Atualmente, Mato Grosso do Sul possui um déficit de 300 mil policiais que seriam destinados à proteger as fronteiras brasileiras de contrabandistas. Somente no Estado, existem mais de 1.100 quilômetros de estradas de chão sem fiscalização, por onde o contrabando circula livremente.

Segundo dados apresentados pelo Instituto Econômico e Social de Fronteiras (Idesf) durante o evento na manhã de hoje, o produto mais contrabandeado é o cigarro, seguido eletrônicos e produtos de informática.

Ainda segundo dados do Instituto, o contrabando reflete diretamente na economia do país. Em 2015, o crime resultou em um prejuízo de R$ 115 bilhões para o Brasil, número 15% maior do que no ano anterior.

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