Estado Islãmico crucifica 5 pessoas na Síria por não respeitarem jejum do Ramadã

Há alguns dias, os terroristas também começaram, pela primeira vez, a decapitar mulheres em algumas províncias sírias. Elas foram acusadas de praticarem ‘bruxaria’

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) crucificou cinco pessoas no nordeste da Síria porque elas não realizavam o jejum do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, informou nesta terça-feira o diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdul Rahman.

Pesssoas observam um homem morto e crucificado em Raqqa, na Síria(Reprodução/Observatório Sírio de Direitos Humanos/VEJA)
Pesssoas observam um homem morto e crucificado em Raqqa, na Síria(Reprodução/Observatório Sírio de Direitos Humanos/VEJA)

O ativista disse por telefone que as vítimas foram assassinadas ontem, na cidade de Al Mayadin, onde foram penduradas em um muro de um quartel da ‘hisba’, a ‘polícia’ do EI, com um cartaz no pescoço que dizia “ficarão crucificados o dia todo e serão castigados com 70 chicotadas por romper o jejum do Ramadã”. Os extremistas crucificaram as cinco pessoas diante de uma multidão, entre eles alguns menores. Segundo os relatos colhidos pela ONG que monitora a guerra civil na Síria, muitos dos espectadores zombaram dos crucificados e atiraram pedras neles.

Abdul Rahman lembrou que nos últimos dias o EI vem cometendo uma série de assassinatos na província de Deir ez Zor, onde, pela primeira vez, começou a decapitar mulheres. Ontem, o OSDH indicou que os jihadistas tinham decapitado uma síria e seu marido, acusados de “bruxaria”. O casal foi degolado com uma espada em um dos bairros controlados pelo EI na cidade de Deir ez Zor. No domingo, outro casal foi assassinado de forma similar pela mesma acusação em Al Mayadin.

Segundo dados do OSDH divulgados nesta segunda, pelo menos 3.027 pessoas foram assassinadas pelos radicais na Síria desde a proclamação de um califado neste país e no Iraque há um ano. Deles, pelo menos 1.787 eram civis, dos quais: 74 eram crianças, 216 eram rebeldes ou milicianos curdos que lutaram contra o EI, 881 soldados ou combatentes leais ao regime de Damasco e 143 membros do grupo radical que tentaram fugir para a Turquia ou foram acusados de espionagem para outros países.

VEJA

Comentários

comentários