Esquema de propina da JBS começou em MS, com Zeca do PT, afirma Joesley

Da Redação/JN

Iniciou-se em Mato Grosso do Sul, no governo Zeca do PT (1999 a 2006), a maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil.

Ex-governador, Zeca do PT, nega ter dado isenção fiscal em troca de dinheiro

O esquema político de cometer crimes em troca de dinheiro que tomou conta do País foi revelado com detalhes por um dos donos da JBS, Joesley Batista, em entrevista à revista Época, divulgada no sábado.

“Tudo começou há cerca de 10, 15 anos, quando surgiram grupos com divisão de tarefas: um chefe, um operador e um tesoureiro”, disse Joesley, ao destacar que essa forma de corrupção teve início na gestão estadual do PT.

“A primeira vez que fui abordado com essa forma de operar foi em Mato Grosso do Sul, no governo do Zeca do PT. Vi uma estrutura organizada no andar de cima, com o governador”, contou.

O deputado federal Zeca do PT, voltou a afirmar que nunca cobrou e nem recebeu propina na JBS.

O dono da JBS afirma que Zeca foi o criador de esquema de cobrança e de propina em troca de incentivos fiscais.

O repórter da Época pergunta para Joesley quando ele começou a pagar propina e ele responde que Zeca, quando era governador, foi o primeiro a cobrar o “por fora”. “Quem inaugurou esse sistema foi o governo do PT. A primeira vez que fui abordado com essa forma de operar foi em Mato Grosso do Sul, no governo do Zeca do PT. Vi uma estrutura organizada no andar de cima, com o governador. As coisas no Estado só funcionariam dentro da normalidade se estivéssemos alinhados com eles”.

Segundo depoimento dado aos procuradores da República no dia 4 de maio, pelo também proprietário da JBS e irmão de Joesley, o Wesley Batista –, as negociações envolvendo pagamento de propina em troca de benefícios fiscais começaram em 2003 com João Baird, suposto operador do governador petista no esquema.

Investigado na Operação Lama Asfáltica da Polícia Federal, Baird teria sido, conforme o empresário, quem estabeleceu porcentual de 20% dos valores economizados pela JBS em isenção fiscal concedida pelo governo.

Desde então, conforme Joes­ley, esse tipo de negociação tem permanecido nos governos de André Puccinelli (PMDB) e Reinaldo Azambuja (PSDB).

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