Escritório de Delcídio em Campo Grande tem novo endereço

Preso em Brasília, acusado de operar para atrapalhar as investigações da Lava-Jato, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) nutre esperanças de ser inocentado pela Justiça por conta das supostas ilegalidades atribuídas a ele pela Polícia Federal.

PF fez buscas no escritório do senador depois de sua prisão
PF fez buscas no escritório do senador depois de sua prisão

Os sinais de que Delcídio espera contar com a benevolência da Justiça no caso das denúncias que recaem sobre foram dados nas últimas horas por sua assessoria em Campo Grande.

Nesta sexta-feira (29), colaboradores do escritório político da Capital do petista atuaram para transferir o endereço da sede do escritório, antes localizado na Rua Antonio Maria Coelho. No local o escritório funcionava há vários anos.

Agora o escritório passa a operar na Rua Alagoas, no Jardim dos Estados, região de classe média-alta de Campo Grande.

A justificativa dos assessores de Delcídio para a mudança é que o escritório precisaria contar com uma repaginada no visual. Informações do núcleo petista da Capital dariam conta, por outro lado, que Delcídio teria ordenado a troca de endereço para baratear o preço do aluguel do escritório.

Pedido de liberdade

A defesa de Delcídio do Amaral deverá ingressar, na próxima segunda-feira (1º), com uma nova petição junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar livrar o parlamentar da prisão, que já dura 70 dias.

Na petição que fará ao STF, a defesa de Delcídio vai pedir que a decisão monocrática do ministro Teori Zavaski, que levou o político à prisão, seja substituída por uma decisão de um colegiado do Supremo.

A defesa de Delcídio alega que não existe razão para o político ficar tanto tempo preso e que nem sequer foi apresentada denúncia formal ainda no Judiciário contra o senador.

Delcídio foi preso pela PF no dia 25 de novembro, depois que uma escuta da PF descobriu que ele operava para tentar facilitar a fuga, para o exterior, do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, um dos principais delatores do petrolão.

 

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