Escritora lança livro que só poderá ser lido daqui 100 anos

A escritora canadense Margaret Atwood será a primeira entre cem autores a contribuir com um livro para um projeto chamado Future Library (Biblioteca do Futuro).

A cada ano, uma obra inédita de ficção escrita por diferentes autores será incluída em uma coleção até 2114, quando os cem livros serão finalmente publicados.

Projeto guardará obras de cem autores durante cem anos
Projeto guardará obras de cem autores durante cem anos

A Biblioteca do Futuro foi criada pela artista escocesa Katie Peterson e os manuscritos serão guardados em Oslo, na Noruega.

Mil árvores foram plantadas em uma área próxima à capital norueguesa para suprir o papel no qual as obras serão finalmente impressas.

Margaret Atwood certamente não estará presente na festa de lançamento.

Nascida em 1939 em Ontário, a romancista, poeta e ensaísta é ganhadora, entre outros prêmios prestigiosos, do Booker Prize (pelo romance O Assassino Cego). Entre outros de seus livros estão O Conto da Aia, Olho de Gato, Vulgo Grace.

Atwood disse que está “muito honrada” em participar da iniciativa. “Esse projeto pelo menos acredita que a raça humana ainda vai estar por aqui dentro de cem anos.”

“A Biblioteca do Futuro deve atrair muita atenção nas próximas décadas, com as pessoas tentando adivinhar o que os escritores colocaram dentro de suas caixas lacradas”, disse Atwood.

Coleção Secreta

As obras da Biblioteca do Futuro ficarão sob a guarda de uma comissão – o Future Library Trust – que inclui importantes editoras e editores. A cada ano, a comissão convidará um escritor para contribuir com uma obra para a coleção de manuscritos inéditos.

Os textos serão mantidos dentro de uma sala projetada especialmente para alojá-los na Biblioteca Deichman, em Oslo.

“Ter Margaret Atwood escrevendo para a Biblioteca do Futuro é meu sonho”, disse Katie Peterson. “Adoraria saber o que ela escreveu mas nunca saberei. E se ela escrever sobre o futuro, para o futuro, me pergunto em que medida esses futuros vão coincidir. Será que (o futuro que ela imaginou) vai se tornar realidade?”, se pergunta a artista.

G!

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