Entenda por que o Brasil quer escolher sua sede na Copa antes do sorteio

Globoesporte.com/JN

No dia 1º de dezembro, as 32 seleções classificadas para a Copa do Mundo vão conhecer seus adversários, datas e locais de jogos no torneio do ano que vem. Mas a seleção brasileira quer decidir sua base na Rússia em setembro, antes mesmo de saber em que cidades terá que atuar.

Tite quer melhorar CT e levar famílias para perto durante a Copa (Foto: MoWA Press)

Vários fatores levam a coordenação do futebol a desejar antecipar essa escolha. Talvez o principal seja ter tempo suficiente para fazer mudanças no local, adaptações que atendam as exigências de Tite e as necessidades da equipe no Mundial, como incrementos na parte de academia, fisioterapia e recuperação de jogadores, aspectos técnicos e físicos.

Os países escolhem um combo de dois itens: hospedagem e treinamentos. Em alguns lugares, normalmente em resorts ou CTs de clubes, eles ficam no mesmo local. Em outros, são compostos de um hotel e um estádio ou campo ou complexo próximos. A Granja Comary, em Teresópolis, casa da seleção brasileira, por exemplo, tem alojamentos e campos.

Na Rússia, a comissão técnica brasileira tem algumas exigências. Uma delas é que seu local de treinos tenha pelo menos dois campos oficiais de jogo. Outra é que a cidade-sede da equipe tenha infraestrutura para manter familiares e amigos dos jogadores e de membros do estafe por perto.

Tite voltou dos amistosos na Austrália ainda mais convencido da importância da presença de pessoas próximas, e também certo de que haverá folgas programadas durante a Copa. Esse pré-requisito tira chances de cidades como Azov, por exemplo, cogitada no início do processo de escolha, ainda com a comissão técnica anterior.

Azov tem uma hospedagem que agrada, mas é bastante isolada. A única das cidades-sede próxima é Rostov On Don, a 25 quilômetros. A capital Moscou fica a 970 quilômetros, e São Petersburgo a 1.545. Tite e Edu Gaspar querem o oposto de isolamento para os convocados.

As distâncias não são consideradas um grande problema. Mesmo que o Brasil não dispute nenhuma partida na primeira fase na cidade em que decidir ficar, os voos são todos fretados. A CBF prefere manter sua equipe bem alojada e encarar as viagens. Em 2014, quando se concentrou na Granja, a Seleção pegou 18 voos, entre amistosos preparatórios e partidas da Copa. Esse será um desafio também para a área de logística.

Entre 31 de agosto e 5 de setembro, serão disputadas mais duas rodadas das eliminatórias europeias. Muitas seleções serão eliminadas e isso abrirá mais opções no catálogo de bases para 2018. Qualquer confederação pode reservar um combo, e a partir do instante em que ficam sem chances de ir à Copa, essa reserva cai. O Brasil está de olho, atento a boas oportunidades.

Por outro lado, se esperar até dezembro, algumas dessas boas opções que ficarão livres em setembro certamente serão reservadas. Depois da Copa das Confederações, Tite e Edu visitarão possíveis sedes da Seleção na Copa.

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