Enelvo toma posse na Assembleia com foco no agronegócio

Silvio Ferreira

A sessão desta quinta-feira (16) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul foi marcada pela posse de Enelvo Felini (PSDB), que deixa o cargo de diretor-presidente da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) para assumir uma cadeira no Legislativo estadual.

Enelvo, aos 63 anos, passa a ocupar a vaga aberta por Flávio Kayatt (PSDB), que deixou a Casa para assumir o cargo de conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Foto: Silvio Ferreira

O novo deputado é gaúcho, natural de Passo Fundo (RS). Foi prefeito de Sidrolândia por dois mandatos, que cumpriu entre 1997 e 2004. Nas eleições municipais de 2012 foi novamente eleito, mas teve o registro de candidatura cassado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral), por irregularidades na aplicação de recursos do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério).

Mesmo cassado, Enelvo não deixou de atuar no primeiro escalão da gestão do município. Foi nomeado secretário de governo da administração Ari Basso (PSDB), eleito na nova votação que foi necessária após a cassação.

Em 2014,  concorreu ao cargo de deputado estadual, recebendo mais de 9 mil votos, sendo diplomado como suplente.

Nomeado, no ano seguinte, diretor-presidente da Agraer (Agência gência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), Enelvo deixa agora o órgão para assumir a vaga aberta por Kayatt que assumiu uma cadeira no TCE.

Egresso do setor, o novo deputado diz que pretende “focar sua atuação na defesa das demandas do agronegócio do estado, em especial da agricultura familiar”.

Questionado sobre sua posição em relações ao contexto político nacional – de entrada em vigor de uma polêmica Reforma Trabalhista e de esforços concentrados dos governos federal e estadual para aprovar reformas previdenciárias também polêmicas, Enelvo sinalizou como deve ser sua atuação parlamentar, até o final de 2018:

“Não podemos ter medo de modernizar. Hoje MS perde investimentos para o Paraguai. Quando fui prefeito de Sidrolândia tomei inúmeras medidas impopulares, mas necessárias.
Hoje a cidade ocupa a sexta posição entre os municípios do Estado em produção, os trabalhadores rurais estão felizes trabalhando no campo e a cidade não tem favelas”, defendeu o novo parlamentar, marcando sua posição pró-reformas.

Comentários

comentários