Empresa canadense compra 70% das ações da Odebrecht Ambiental

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Brookfield é uma das maiores investidoras de imóveis em todo o mundo (Foto: Divulgação)

A Odebrecht anunciou nesta sexta-feira a venda da participação na Odebrecht Ambiental ao fundo de investimentos canadense Brookfield por US$ 878 milhões, uma operação que contempla 70% das ações da empresa, enquanto os outros 30% do capital seguem com o fundo FI-FGTS.

O Brookfield realizará um pagamento antecipado de US$ 768 milhões e outro adicional de US$ 110 milhões ao longo dos próximos três anos, condicionado ao crescimento continuado da empresa.

O encerramento da transação, previsto para o primeiro trimestre de 2017, está sujeito a uma série de condições habituais, como a obtenção do consentimento de parceiros e contraparte da Odebrecht Ambiental, além de aprovações regulatórias.

A Odebrecht informou em comunicado que está negociando a venda com outros interessados de três unidades de tratamento de água: Centrel, Ecosteel Gestão de Água e Ecosteel Gestão de Efluentes Industriais. A Odebrecht Ambiental é a maior empresa privada de saneamento do Brasil e atende cerca de 17 milhões de 12 estados.

“A venda da Ambiental faz parte do nosso programa de alienação de ativos, que visa manter níveis de liquidez satisfatórios para atravessar a prolongada crise econômica do país”, disse a vice-presidente financeira da Odebrecht, Marcela Drehmer.

Segundo o comunicado, a Odebrecht pretende vender, até meados de 2017, ativos avaliados em mais de R$ 12 bilhões. Algumas negociações já foram concluídas. A Odebrecht Latinvest vendeu 57% de suas concessões de estradas em Lima, no Peru, também para o Brookfield. Já a Odebrecht Transport firmou acordos com a CRR para transferir sua participação nas concessionárias Via Rio, no Rio de Janeiro, e Via Quatro, que opera uma linha de metrô em São Paulo.

Em fase avançada de negociação, estão ativos como a Hidrelétrica de Chaglla e o Projeto Olmos, ambos no Peru, e as participações na Sociedade Mineira de Catoca, em Angola, e na Santo Antonio Energia, em Porto Velho, em Rondônia. (EFE)

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