‘Emprego fantasma’ de Marquinhos é investigado no MPE e TCE

A suposta carreira de Marquinhos Trad (PSD) na Assembleia Legislativa como funcionário “Fantasma” da Casa de Leis, além de ser um tema que o incomoda na campanha a prefeito de Campo Grande, tornou-se alvo de apuração de dois órgãos.

Assunto surgiu em debate durante o primeiro turno.
Assunto surgiu em debate durante o primeiro turno.

O presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado), conselheiro Waldir Neves, assinou despacho no qual admite o recebimento do caso para verificação, remetendo-o ao conselheiro Ronaldo Chadid. O MPE (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) já verifica a acusação. Em ambos os casos, a denúncia foi apresentada pelo jornalista Carlos Roberto Pereira.

Como as investigações foram abertas nas últimas semanas, a tendência é que o problema se torne algo a ser lidado pelo parlamentar após a votação de 30 de outubro. O motivo de tanta preocupação de autoridades e denunciantes quanto a passagem do deputado pela Casa onde exerce hoje mandato, em papéis de apoio legislativo e assessoria de gabinete, diz respeito a algo que vai além de recuperar um fato antigo. Há a suspeita de que Marquinhos, além de ter ingressado como colaborador do Legislativo via nomeação, não comparecia ao local de serviço, pois moraria em outra cidade e só aparecia em Mato Grosso do Sul para momentos de lazer.

No MPE, a representação foi transformada em notícia de fato, registrada com o número 01.2016.00006471-3.

O documento cita que Marquinhos foi nomeado em 1986 no gabinete de Nelson Trad, seu pai e então deputado estadual. Contudo, na mesma época o candidato cursava Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, com conclusão em 7 de dezembro de 1986.

“Não há como o referido denunciado/citado estar em dois lugares ao mesmo tempo, pois necessitaria de frequência mínima nas aulas e a frequência necessária no trabalho que fora nomeado no gabinete de seu pai”, informa o documento.

No âmbito do MPE, notícia de fato é como se classifica qualquer demanda dirigida ao órgão. O documento foi enviado para o procurador-geral de Justiça, Paulo Cezar dos Passos, que determinou o repasse para uma promotoria de Patrimônio Público. Até ontem, a notícia de fato estava na 29º promotoria. O teor da denúncia ainda será analisado.

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