Emerson Sheik repete gesto de 2009 e avisa: 'Vim vencer e conquistar títulos'

Atacante recebe a camisa 11 e projeta o mesmo sucesso que teve com Guerrero na época em que defendiam o Corinthians

Rio – Emerson Sheik foi apresentado oficialmente pelo Flamengo nesta quarta-feira, na Gávea. O jogador já havia treinado, na terça-feira, mas só vestiu o manto hoje. Esta será a segunda passagem do jogador pelo clube. A primeira, em 2009, foi interrompida antes do título brasileiro daquele ano.

 Emerson Sheik beija o escudo e destaca o amor que tem pelo Flamengo Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia

Emerson Sheik beija o escudo e destaca o amor que tem pelo Flamengo Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia

O atacante assinou com o Flamengo até o fim do ano. Ele vai jogar com a camisa 11, uma escolha também da diretoria, explica Rodrigo Caetano.

“Emerson fica até 31 de dezembro e pode se estender por mais alguns anos. É desejo nosso e certeza que dele também. Agradeço ao Emerson por escolher o Flamengo. É um número que o Emerson gosta e também foi uma escolha da diretoria”, disse o dirigente.

Em 2009, Sheik chegou ao Flamengo como desconhecido. Agora consagrado, ele fez questão de repetir o gesto que fez em sua primeira passagem.

“Vou repetir o que eu fiz da primeira vez”, disse Emerson, antes de beijar o escudo.

Sheik chega para ser mais uma opção de ataque para o técnico Cristóvão Borges. Ele se junta a Marcelo Cirino, Paolo Guerrero, Nixon, Eduardo da Silva, Gabriel e Paulinho no setor ofensivo da equipe. O atacante falou sobre a oportunidade de reeditar a dupla com o peruano Guerrero, com quem atuou no Corinthians.

“Guerrero é meu amigão. Fala tudo errado achando que está falando certo. Pensa que sabe falar português. Ele me perguntou como era o Flamengo quando estava negociando e eu disse o que eu acho. A gente tem um carinho muito grande um pelo outro. Certamente aqui também vai acontecer (essa química) e a amizade existe entre nós dois. A parceria deu certo no Corinthians, tivemos conquista do Mundial, Libertadores… a expectativa é que no Flamengo possa ter conquistas grandes como foi no Corinthians”, projetou o atacante.

Forma física

“Tenho 36 anos, mas com corpinho de 25 (risos). Sou um cara muito privilegiado. Meu biotipo ajuda. Sou elogiado pelos preparadores de todos os clubes que passei. Não vejo problemas com isso (forma física).”

“Tenho um pouco mais de 6 meses para convencer esses caras (diretores). Minha carreira é marcada por vitórias. Não estou aqui para passear, estou aqui pensando grande. A torcida do Flamengo precisa de um título importante. Espero que essa sorte, que dizem que eu tenho, me acompanhe.”

Contato com o grupo

“Ainda não tive contato. Estava treinando em São Paulo até o fim da última semana. Venho acompanhando os jogos para conhecer o grupo. Eu não acompanhava os jogos do Flamengo. Acho que o dia dia e os treinamentos mostram mais que palavras. É iniciar os treinos e ver como Cristóvão vai querer armar o time. Quem ganha é o Flamengo. Meu pensamento é iniciar o treinamento com o grupo, aí depois a gente vê outras coisas.”

Experiência

“Eu acho que essa experiência e esse hábito de estar na parte de cima da tabela e a maturidade das conquistas vão agregar (ao grupo). Até porque a gente fica mais com os atletas do que com a nossa família. Então tenho certeza de que a experiência que eu tive com o Corinthians vai ajudar. Vamos ter muitas conquistas. É um hábito meu dizer que jogador fica marcado por conquista e títulos. Espero colaborar com isso com no Flamengo.”

Momento atual da CBF

“Naquele momento (da frase polêmica ‘CBF, você é uma vergonha’) eu entendi que um atleta com a minha personalidade, não precisava nem ser eu, precisava falar aquilo. Diante dos últimos acontecimentos (Blatter, prisão do Marin…), me acho pequenininho para comentar algo. É muito maior do que eu imaginava e que outros pensavam. Vamos deixar para os capacitados falarem. Eu estou fora.”

Projeto apresentado pelo Flamengo

“Marte?! (repórter havia perguntado se o Flamengo pensava em Libertadores, títulos, jogar em Marte…). Depois falam que jogador que vem com histórias malucas (risos). Eu tive preocupação (em conhecer o projeto). Isso vem sendo elogiado (na mídia), a diretoria estava fazendo um esforço muito grande. Diretoria é pé no chão e sabe o que está fazendo, isso foi determinante também. Fora o sonho de vestir a camisa do clube. Não gosto de passear, vim vencer e conquistar títulos. O projeto do Flamengo é grande e, quando eu vi, eu quis me incluir nisso. Espero que no fim do ano a gente esteja aqui batendo papo e dando boas risadas e falando sobre conquistas.”

Camisa 11

“Minha 1ª passagem foi com a camisa 11 e no Corinthians fui pouco feliz com a 11. Mas tive uma preocupação e em nenhum momento eu escolhi a 11 quando voltei. Ele (Rodrigo Caetano) me deu algumas opções e eu deixei que o Flamengo decidisse sobre isso. Vestir essa camisa poderia ser número mil, importante é vestir.”

Escolha pelo Flamengo

“Até pela história que eu tenho no futebol, sim, eu tive sondagem de outros clubes, mas essa foi uma decisão que eu e o Reinaldo (Pitta, empresário do atacante) pensamos e não foi muito difícil de ser tomada. Sempre foi um desejo meu voltar ao clube que eu amo desde criança. Então, certamente, nós estamos convictos nessa decisão.”

O DIA

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