Em misto de teatro e arena, Palmeiras só empata com o ASA e vê pressão aumentar

Contra um rival da Série C, Verdão joga mal e sofre para criar. Organizadas ficam caladas no primeiro tempo, e Oswaldo de Oliveira ouve xingamentos no fim de jogo

O Allianz Parque na noite desta quarta-feira teve momentos em que lembrou um teatro, e em outros, um estádio de futebol. Em um novo capítulo da briga entre as organizadas contra o preço dos ingressos, o Palestra Itália ficou em silêncio no primeiro tempo do fraco embate entre Palmeiras e ASA–AL, que terminou em 0 a 0, válido pela terceira fase da Copa do Brasil.

(Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)
(Foto: Ari Ferreira/LANCE!Press)

O Gol Norte, único setor cheio, passou os primeiros 45 minutos calado. O time, para piorar, mostrou-se murcho, e sofreu para criar contra um rival da Série C (!). A melhor chance foi de Alan Patrick, de cabeça. A torcida “comum”, quando se manisfetou, xingava o time ou Oswaldo de Oliveira. Eles se organizaram só para ofender o goleiro do ASA, além de vaiar sua equipe na saída para o intervalo.

Enquanto os times estavam no vestiário, as organizadas começaram a cantar, e o clima começou a se tornar de arena. O jogo, porém manteve-se o mesmo na etapa final: um ASA que não dava nenhum trabalho, mas que também não sofria já que o Palmeiras tocava a bola no ataque, mas sem criar nada.

As substituições de Alan Patrick e Cristaldo (que tiveram péssimas atuações) renderam altas vaias, mostrando que a paciência da torcida estava muito pequena. Zé Roberto e Valdivia deveriam dar o toque de qualidade ao meio, mas surtiram pouco efeito. O Mago pode ter feito seu último jogo no Palestra Itália, uma despedida mais do que melancólica para o camisa 10, que na semana que vem vai para a seleção chilena e não deve renovar.

Cleiton Xavier ainda entrou para deixar o time teoricamente com seus três melhores meias. E nem assim o Verdão conseguiu jogar bem. Leandro Pereira, Zé Roberto e Kelvin, no fim, tiveram chances para marcar, mas os três finalizaram mal e pararam no goleiro Pedro Henrique. Depois Prass, em duas oportunidades, salvou o Verdão de um vexame ainda maior.

Para o seu menor público no ano e no Allianz Parque, o Palmeiras fez poucas coisas boas. Uma vitória em Arapiraca dá a vaga ao time na próxima fase, mas este reencontro ocorrerá só após a Copa América. A próxima partida será no domingo, contra o arquirrival Corinthians, em Itaquera, pelo Brasileiro. Oswaldo saiu de campo xingado e o time, vaiado. A pressão, que já é grande, pode ficar insustentável após o Dérbi.

FICHA TÉCNICA PALMEIRAS 0 X 0 ASA-AL

Local: Allianz Parque, São Paulo (SP)
Data/Horário: 27 de maio de 2015, às 22h
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Assistentes: Luciano Roggenbaun e Diego Grubba (ambos do PR)
Público/Renda: 17.212 pagantes / R$ 931.492,50
Cartões amarelos: Jackson, Kelvin, Leandro Pereira e Vitor Hugo (PAL); Fábio Alves e Chiquinho (ASA)
Cartões vermelhos: –

GOLS: –

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Jackson, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel e Arouca (Cleiton Xavier, aos 27’/2ºT); Kelvin, Valdivia e Alan Patrick (Zé Roberto, aos 11’/2ºT); Cristaldo (Leandro Pereira, aos 20’/2ºT). Técnico: Oswaldo de Oliveira.

ASA-AL: Pedro Henrique; Gabriel, André Nunes, Lucas Bahia e Fábio Alves (Chiquinho, no intervalo); Jorginho (Cal, aos 29’/2ºT), Max Carrasco, Marcos Antônio, Uéderson (Everton, aos 21’/2ºT) e Valdanes; Alex Henrique. Técnico: Vica.

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