Em Campo Grande, ministro defende menos impostos para impulsionar micro empresas

As micro e pequenas empresas são a base da pirâmide econômica do país. O setor que engloba produtos, serviços e atividade rural responde por 95% das empresas brasileiras e são as que mais geraram empregos nos últimos anos, segundo dados da Secretaria da Micro e Pequena Empresa do Governo Federal. “Enquanto a média e a grande empresa demitiram por volta e 280 mil trabalhadores de 2011 a 2014, a pequena e micro empresa contratou 3 milhões”, exemplificou o o Ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif.

Ministro Guilherme Afif Domingos esteve em Campo Grande para divulgar o projeto Crescer sem Medo (Foto: Gabriela Pavão/G1 MS)
Ministro Guilherme Afif Domingos esteve em Campo Grande para divulgar o projeto Crescer sem Medo (Foto: Gabriela Pavão/G1 MS)

Ele veio a Mato Grosso do Sul em busca de apoio para o projeto  ‘Crescer sem Medo’, que amplia os limites do Supersimples e muda transição entre as faixas de faturamento.

“Estou em campanha pelo Brasil para ter apoio muito firme das bancadas para a aprovação no Congresso do projeto. Um dos principais pontos é reduzir de 20 para 7 o número de faixas de faturamento do Simples. O segundo é criar uma rampa de acesso e não uma escada entre as faixas, com um sistema progressivo. Desse modo, quando o empresário está em uma faixa e pula para a outra, só vai pagar na outra a diferença. Com isso, vamos corrigir uma distorção, acabar com as empresas caranguejo, que em vez de crescer, andam de lado, para não mudar de faixa”

Na tarde de hoje, durante o lançamento do Programa Estadual de Apoio aos Pequenos Negócios (Propeq) em Campo Granxde, Afif defendeu em tom de bom humor que o sistema de abertura de empresas deve ser simplificado para que o governo deixe de ‘azucrinar’ a vida dos cidadãos, “a burocracia é como o colesterol, todos sabemos que existe o bom colesterol, aquele que faz a corrente fluir e o mau colesterol o que entope as artérias, então nós precisamos do bom, que significa eliminar os processos para os negócios de baixo risco que são 90% desses pequenos negócios”.

Para Afif essa desoneração é o caminho certo para enfrentar a crise e promover o crescimento em Mato Grosso do Sul, pois se pagarem menos impostos as empresas acabarão sentindo-se cada vez mais estimuladas a se formalizarem  e os governos arrecadam mais. As soluções para isso segundo ele é a descentralização do crédito e o resgate da fé na palavra do cidadão, “quem é MEI (microempreendedor individual) quer ser micro, quem é micro quer ser pequeno e quem é pequeno quer ser grande e nós temos que dar condições da pessoas darem vazão ao seu sonho de empreender e crescer”.

“O que mata o pequeno [micro e pequena empresa] no país é a burocracia. O sistema tributário não adaptado a sua realidade. O sistema atual está muito mais a serviço para mantê-lo pequeno e não para deixá-lo crescer”, afirmou.

Luana Campos

 

 

 

 

 

 

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