Em balanço, DOF diz que apreendeu R$ 55 milhões em drogas até dezembro

Trabalho do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) tirou mais de R$ 55 milhões em drogas do crime organizado na fronteira de Mato Grosso do Sul somente até dezembro deste ano. De acordo com o coronel Ari Carlos Barbosa, a maioria dos itens avaliados bateram recorde em apreensão na história do Departamento.

Droga apreendida pelo DOF (Foto: Divulgação )
Droga apreendida pelo DOF (Foto: Divulgação )

Somente em maconha, o DOF apreendeu este ano mais de 45 toneladas da droga, o que gerou um prejuízo de mais de R$ 50 milhões, tendo em vista que o produto é comercializado com valores entre R$ 12mil e 15 mil.

De cocaína foram 280 quilos no ano passado contra 302 este ano, causando um prejuízo de mais de R$ 4 milhões para as facções. O DOF ainda apreendeu 5 mil comprimidos de ecstasy (totalizando R$ 500 mil em dinheiro) e R$ 250 mil em haxixe.

Cocaína

De acordo com o sargento Júlio Cesar Arguelho, do Dof, o aumento nas apreensões de cocaína está relacionado ao fechamento das fronteiras com maior força policial e ao fato de que com a Lei do Abate, que permite o abate de aeronaves hostis ou suspeitas de tráfico de drogas. “Essa legislação obrigou os traficantes que chegavam no Brasil por aeronaves a mudar a estratégia de operação. Se antes saiam da Bolívia e chagavam a região sul de nosso Estado de avião, hoje, na tentativa de burlar o policiamento, eles saem da Bolívia de avião, vão para o Paraguai e lá adquirem carros de passeio para passar pelas estradas do Estado. Como o serviço de inteligencia é sabedor destas estratégias, a polícia se prepara para fazer os flagrantes”, conta Arguelho.

Para o Coronel do DOF, coronel PM Ary Carlos Barbosa, a motivação e experiência da tropa, somada a um programa constante de qualificação operacional, a implementação e ampliação dos setores de inteligência e comunicação, bem como o apoio logístico disponibilizado pelo Governo do Estado através da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do MS, também contribuíram para o alcance desses números. Ele explica que os investimentos do Governo do Estado também foram de fundamental importância para os positivos resultados. Segundo o coronel, além do efetivo renovado e preparado para as funções de fronteira, o Estado aumentou em 50% a cota de combustível para aumentar a itinerância do Departamento. O coronel diz que a criminalidade vem ousando cada vez mais e buscando novas formas para atuar no Estado, mas que o DOF está atento à estas novas formas de atuação e buscando sempre estar um passo a frente das organizações criminosas.

Caracteristicas do tráfico

De acordo com o coronel Ary Barbosa, uma das características da região de Dourados, é que ela é rota de crimes como tráfico, geralmente de maconha e contrabando. É considerada uma barreira a ser transposta pelas organizações criminosas. Isto quer dizer que até chegar nesta região o criminoso vem preocupado e, por isto, cria uma série de “artimanhas” na tentativa de passar despercebido. Uma delas, segundo o coronel, é a de traficantes que tentam se infiltrar em organizações de contrabando e descaminho, que são crimes com penalidades mais leves, como “pano de fundo” do real crime de tráfico. Segundo Barbosa, são atraídos, geralmente nesta região, grupos de Goiás, Mato Grosso e São Paulo, que adquirem os produtos no Paraguai e tentam levá-los para estes grandes centros.

A região de Coronel Sapucaia e Corumbá é a tentativa de rota para o crime de tráfico de armas e cocaína, além de roubo de carros. Já a região de Sete Quedas e Mundo Novo atrai criminosos do ramo de contrabando de cigarros. O DOF atua hoje em 51 municípios de Mato Grosso do Sul, sendo 44 na fronteira.

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