Eleição em MS deve ter 800 denuncias com ‘compra de votos’ no auge

webdeAs denuncias neste período oficial de 45 dias da campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul rendeu até ontem, 786 infrações comunicadas ao TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral). As possíveis irregularidades se concentraram na maioria em propaganda por telemarketing e compra de votos. As duas denúncias lideram os casos no TRE com com cerca de 45% do total. Campo Grande, até por ser o maior município, ficou no topo registrando 35,24% dos fatos no ranking do Webdenúncia, sistema que reúne as denúncias de práticas eleitorais ilegais. Na Capital, as mensagens eletrônicas ficaram em primeiro lugar, seguida por ocupação de lugar público, e, no caso das supostas compra de votos, os casos ficaram em terceiro lugar.

Pelo MS, em dados divulgados nesta terça-feira (27) pela Justiça eleitoral, são dez municípios com maior proporção ou quase todas as denuncias, que o eleitor pode fazer a qualquer momento via web denuncia, pelo celular e ou computador. Os “top 10” tem na propaganda por meio de mensagens eletrônicas e telemarketing, a irregularidade que mais motivou denúncias junto ao TRE-MS, correspondendo a 24,68% de todas as 786 infrações. A compra de votos, que tem até uma gravação feita em Fátima do Sul, e, arrecadação ou gastos ilícitos vem na sequência com total de 169 casos, que correspondem a 21,5 % do total.

Os números divididos tem Campo Grande, com 287 casos, na primeira colocação, e o município de Naviraí, bem longe, mas acaba sendo a segunda cidade com mais denúncias, totalizando 44 casos informados à Justiça, o que corresponde a 5,59%. A sequência vem com a pequena Aparecida do Taboado, com 41 denúncias (5,21%); Corumbá e Dourados, com 35 (4,45%) cada; Itaquiraí, com 23 (2,92%); Três Lagoas, com 22 (2,79%); Ladário, com 20 (2,54%) e Fátima do Sul e Novo Horizonte do Sul, com 17 (2,16%) cada.

Das 287 registradas em Campo Grande, 88 são por propaganda eleitoral por mensagens eletrônicas e telemarketing; 55 por propaganda em bens de uso comum (cinema, clube, loja, centros comerciais, ginásios); e 31 por compra de voto, arrecadação ou gastos ilícitos em campanha e condutas vedadas aos agentes públicos; 19 por reuniões políticas; 12 por propagandas com carro de som; 12 por propagandas ao longo de vias públicas; 12 por propagandas com pintura de muros ou fachadas e dez por realização de debates irregulares ou entrevistas com partidos e coligações, entre outros.

Compra de votos

Em 3ª lugar na Capital, a compra de voto é investigada sob sigilo, em  processo que apura as denúncias do maior e pior crime eleitoral em Campo Grande. De acordo com o mural eletrônico do TRE/MS, o procedimento foi protocolado no último sábado (dia 24). De acordo com o juiz eleitoral David de Oliveira Gomes Filho, o sigilo é decretado quando o crime eleitoral está em curso, com possibilidade de flagrante pela PF (Polícia Federal).

Filmada a possível compra

Um dos casos mais recentes e “flagrante”, envolvendo esse tipo de crime eleitoral é o da candidata a prefeita de Fátima do Sul, Ilda Salgado Machado (PR), que aparece em um vídeo supostamente dando dinheiro a um eleitor. Ela sugere que ele faça “um churrasquinho bem gostoso” com a quantia.

A coligação rival, encabeçada por Junior Vasconcelos (PSDB), encaminhou uma representação à zona eleitoral do município pedindo que o caso fosse investigado. Segundo informações do órgão, a candidata terá cinco dias para se defender a partir do momento em que for citada, ou seja, quando for comunicada a respeito da ação.

Em Fátima do Sul só há um caso de compra de votos, arrecadações ou gastos ilícitos em investigação e 16 de propagandas por mensagens e telemarketing. O município concentra 2,16% de todas as denúncias feitas no Estado, ficando na última posição, entre os “Top 10”.

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