Edson Giroto e adjunta são soltos pela Justiça

Giroto chegou ontem, pela manhã, no Garras
Giroto chegou ontem, pela manhã, no Garras

O ex-secretário de Obras do Estado de Mato Grosso do Sul, Edson Giroto, saiu da cadeia logo depois da meia noite desta quarta-feira (11). Segundo a defesa o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) concedeu habeas corpus na noite de ontem (10).

Giroto ocupava uma cela do Grupo Armado de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), desde a manhã de ontem (10), quando havia sido preso em cumprimento de mandado de prisão temporária.

Edson Giroto conseguiu o alvará, por meio do advogado Valeriano Fontoura. A adjunta dele na secretaria de Obras Maria Wilma Casanova também conseguiu o benefício e foi solta. A prisão não durou nem 24 horas. Giroto também é investigado pela operação “Lama Asfáltica” que apura desvio de verbas públicas em licitações que envolvem recursos federais.

O Caso

O juiz Carlos Alberto Garcete decretou a prisão temporária, por cinco dias, de nove investigados na Operação Lama Asfáltica, que investiga a gestão do ex-governador André Puccienelli (PMDB). Todos eram protagonistas e ligados a secretaria de Obras do Estado.

A lista é composta pelo ex-deputado federal Edson Giroto (PR), de João Alberto Krampe Amorim dos Santos, Átila Garcia Gomes Tiago de Souza, , Elza Cristina Araújo dos Santos, Maria Wilma Casanova Rosa, Maxwell Thomé Gomez, Rômulo Tadeu Menossi, Wilson Cabral Tavares e Wilson Roberto Mariano de Oliveira.

Segundo assessoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, a decisão refere à licitação de contrato da Proteco que tinha a obrigação de “recuperação da estrutura da faixa de rolamento da rodovia MS-228, com aplicação de revestimento primário e implantação de dispositivos de drenagens, numa extensão de 42 km – Local: Rodovia MS-228, entre Km 35,0 e Km 77,0, no município de Corumbá.

O juiz entendeu que o material apresentado pelo Ministério Público justifica, o pedido de prisão: “Há farta documentação a indicar, prima facie, que, possivelmente, consolidou-se uma organização criminosa com objetivo de auferir vantagens ilícitas em contratos administrativos de obras e serviços com o Estado de Mato Grosso do Sul, consistente em falsificações de medições e outras ações escusas que objetiva receber por serviços não realizados ou realizados de forma insuficiente”, ponderou.

Garcete declarou ainda que a prisão temporária dos representados é fundamentalpara a conclusão das investigações. “A prisão temporária dos investigados é imprescindível, diante do possível direcionamento e manipulação da prova oral dos investigados, aliado à criação de óbices para a coleta de novos dados (art. 1º, I, da Lei n. 7.960/89), de modo que a medida permitirá que os representados sejam ouvidos, separadamente, acerca dos fatos, sem que tenham como combinar eventual versão e assim conseguirem mascarar a realidade dos fatos, consoante o art. 191 do CPP, além de garantir a segurança física e psicológica das testemunhas que já colaboraram, e colaborarão nas investigações”. Os mandados são cumpridos pela Polícia Civil.

Comentários

comentários