Dólar tem 5ª queda seguida e fecha a R$ 2,922, menor valor em 2 meses

O dólar comercial fechou com desvalorização de 1,13% nesta segunda-feira (27), na quinta sessão seguida de queda, a R$ 2,922 na venda. É o menor valor da moeda-norte-americana desde 2 de março, quando ela valia R$ 2,895.

Na semana passada, o dólar acumulou desvalorização de 2,84% e, na sexta-feira (24), fechou cotado a R$ 2,955.

Investidores aguardam a divulgação de dados sobre o PIB (Produto Interno Bruto) e a taxa de juros nos Estados Unidos, que deve acontecer na quarta-feira (29). O mercado espera uma alta dos juros por lá ainda neste ano, e o resultado do PIB pode acelerar essa decisão.

Juros maiores atrairiam mais recursos para os EUA, tirando esses investimentos de mercados como o Brasil.

Mercado espera dólar a R$ 3,20 no final de 2015

Analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central projetaram que a cotação do dólar deve ser de R$ 3,20 no final deste ano. Na semana passada, eles estimaram o valor da moeda em R$ 3,21.

Os economistas também esperam um encolhimento maior do PIB em 2015. A previsão de queda de 1,03% no indicador, feita na semana passada, passou para recuo de 1,1%.

A expectativa para a inflação no final do ano, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 8,25% nesta semana, contra 8,23% da semana passada.

Atuações do BC brasileiro

O BC fez mais um leilão para rolar os contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em 4 de maio. Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

Foram vendidos 10,6 mil contratos: 7.900 com vencimento em 1º de março de 2016, e os outros 2.700 para 3 de outubro do ano que vem. A operação movimentou o equivalente a US$ 517,8 milhões.
Até o momento, o BC rolou US$ 8,756 bilhões, ou o equivalente a cerca de 86% do lote total com vencimento em maio, correspondente a US$ 10,115 bilhões.

Em março, o BC encerrou seu programa de atuações no mercado de câmbio, em que vendia, todo dia, novos contratos de swap com o objetivo de evitar um forte avanço da moeda norte-americana. Não há mais negociação de novos contratos desde então.

Com Informações Reuters

Comentários

comentários