Dólar fecha quase estável, após passar o dia abaixo de R$ 3,20

Foto Divulgação
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O dólar virou e fechou em leve alta nesta quinta-feira (8), após passar o dia todo em queda, abaixo de R$ 3,20. Segundo a agência Reuters, a queda ao longo do dia foi influenciada pela perspectiva de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não deve elevar os juros da maior economia do mundo tão cedo, mantendo a atratividade de outros mercados que oferecem maiores rendimentos, como o Brasil.

A moeda norte-americana subiu 0,07%, vendida a R$ 3,2104. Acompanhe a cotação ao longo do dia:

Às 9h09, queda de 0,98%, a R$ 3,1766

Às 9h59, queda de 0,6%, a R$ 3,1886

Às 11h59, queda de 0,67%, a R$ 3,1865

Às 12h49, queda de 0,5%, a R$ 3,192

Às 14h10, queda de 0,2%, a R$ 3,199

Às 15h20, queda de 0,3%, a R$ 3,1972

Às 16h, queda de 0,28%, a R$ 3,192

Na semana, o dólar acumula queda de 1,32% e no mês, de 0,59%. No ano, há desvalorização de 18,68%.

Cenário externo e local

Nesta quinta, foi divulgado que o número de norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego caiu inesperadamente na semana passada, indicando força sustentada do mercado de trabalho, mesmo com o ritmo de crescimento desacelerando.

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu, como esperado, manter as taxas de juros em mínimas recordes e prometendo preservar as compras mensais de ativos de 80 bilhões de euros até ao menos março.

Ajudava ainda o fato de as importações dos chineses terem crescido em agosto, pela primeira vez em 22 meses, sugerindo que a demanda doméstica pode estar se recuperando, alimentando expectativas de melhor desempenho da economia global.

No Brasil, a queda da moeda norte-americana ante o real também era favorecida pela notícia de que o governo de Michel Temer vai encaminhar a proposta de reforma da Previdência até o final do mês, antes das eleições municipais, considerada um dos principais pontos para colocar as contas públicas do país em ordem.

Por outro lado, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avaliou como “inócua” a proposta, segundo o jornal “O Estado de S.Paulo”, argumentando que ela somente dar entrada na Casa no início de outubro mesmo.

O Banco Central realizou nesta manhã nova oferta de até 10 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares.

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