Dólar fecha em queda, abaixo de R$ 3,55

Foto Divulgação
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O dólar fechou em queda frente ao real nesta segunda-feira (25), abaixo de R$ 3,55, em sessão marcada pela a ausência de intervenções do Banco Central e com investidores atentos aos possíveis nomes da equipe econômica de um eventual governo de Michel Temer.

A moeda norte-americana caiu 0,61%, vendida a R$ 3,5485, após ter fechado na última semana a R$ 3,5703.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h10, queda de 0,26%, a R$ 3,561
Às 9h50, queda de 0,7%, a R$ 3,545
Às 10h19, queda de 0,71%, a R$ 3,5447
Às 11h30, queda de 0,28%, a R$ 3,5602
Às 12h, queda de 0,6%, a R$ 3,5487
Às 12h50, queda de 0,47%, a R$ 3,5536
Às 13h50, queda de 0,61%, a R$ 3,5485.
Às 14h40, queda de 0,80%, a R$ 3,5415.
Às 15h24, queda de 0,56%, a R$ 3,5503.
Às 16h19, queda de 0,51%, a R$ 3,5519.

“Os nomes especulados são bem recebidos… O mercado aposta que virão para a equipe econômica nomes bem conceituados que trarão credibilidade para o governo”, disse o economista da Tendências Consultoria Silvio Campos Neto à agência Reuters.

Notícias publicadas no fim de semana reforçaram a possibilidade de o ex-presidente do BC Henrique Meirelles assumir o Ministério da Fazenda quando Temer assumir a Presidência, caso o Senado confirme o afastamento da presidente Dilma Rousseff. Meirelles esteve com o vice-presidente no sábado, em Brasília.

Também circularam os nomes de Murilo Portugal, presidente da Febraban, para o Ministério da Fazenda de Temer, e do ex-diretor do BC Luiz Fernando Figueiredo para assumir o banco.

O Senado define nesta segunda-feira a comissão especial que avaliará o processo de impeachment de Dilma. Depois de a Câmara dos Deputados ter aprovado o processo de afastamento da presidente, o Senado terá de corroborar a decisão, o que já afastaria Dilma por até seis meses, até o julgamento final do processo na Casa.

Atuação do BC

A ausência do BC no mercado também ajudou a queda do dólar nesta sessão. O Banco Central vinha atuando fortemente com a realização de swaps cambiais reversos — equivalentes a compra futura de dólar–, mas reduziu a intensidade recentemente. Uma fonte da equipe econômica disse à Reuters na semana passada que o BC atuaria com “mão mais leve” no câmbio.

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