Dólar fecha a terça em queda pelo segundo dia, vendido a R$ 3,51

O dólar fechou em queda nesta terça-feira (26), pelo segundo dia seguido, após o Banco Central não anunciar atuações no mercado de câmbio nesta sessão, pelo segundo dia seguido.

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O mercado também continuou de olho na cena política do país, com os próximos passos do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado e a formação da equipe econômica no eventual governo de Michel Temer.

A moeda norte-americana caiu 0,82%, vendida a R$ 3,5191. Na véspera, o dólar caiu 0,61%, vendido a R$ 3,5485.

“O principal (para a queda do dólar) é a ausência do BC… Mas se cair muito, perto de 3,50 reais, acho que o BC pode entrar”, disse à Reuters o superintendente regional de câmbio da corretora SLW, João Paulo de Gracia Corrêa.

O BC não anunciou intervenção, repetindo a estratégia da véspera, quando também ficou recolhido. O BC vinha realizando leilões de swaps cambiais reversos – equivalentes à compra futura de dólares – de forma intensa nas semanas passadas, mas diminuiu o ritmo nos últimos dias, após o mercado ter acalmado um pouco após a Câmara dos Deputados ter aprovado a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma.

Investidores aguardavam os desdobramentos políticos, após o Senado criar na véspera a comissão especial que analisará o impeachment na Casa e eleger seus integrantes, em sua maioria favoráveis ao impedimento. O parecer da comissão deve ser votado pelo plenário do Senado no dia 12 de maio, ocasião em que, se assim entender a maioria simples dos senadores, a presidente Dilma pode ser afastada por até 180 dias.

Com isso, o mercado seguia monitorando os possíveis nomes que devem formar a equipe de Michel Temer, caso o impeachment seja concretizado. No fim de semana ganhou força Henrique Meirelles, ex-presidente do BC, para assumir O Ministério da Fazenda.

Outros nomes que circularam entre os possíveis membros da equipe econômica foram Murilo Portugal, presidente da Febraban, e o senador José Serra (PSDB-SP), ambos para a Fazenda.

Apesar da queda do dólar frente ao real, operadores advertiam que o baixo volume de negócios nesta sessão pode causar alguma volatilidade.

“No geral, a tendência é de queda, mas pode haver certa volatilidade em função do insignificante volume e qualquer operação fazer preço”, disse o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mario Battistel.

O cenário externo também estava no radar dos investidores, à espera da reunião do Federal Reserve (banco central dos EUA), na quarta-feira. A expectativa geral é que o banco central norte-americano mantenha os juros, mas sinalize quando pode voltar a subir as taxas. Juros mais altos nos EUA podem levar a saída de recursos de países como o Brasil. (G1)

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