Dólar cai com correção, mas cautela com risco político continua

Depois de acumular alta de 1,65% nas últimas quatro sessões, o dólar opera em queda ante o real nesta segunda-feira (26), movimento de correção influenciado pelo cenário externo, mas sem deixar de lado o risco político doméstico, segundo a Reuters.

Às 10h09, a moeda norte-americana recuava 0,81%, a R$ 3,312 na venda.

“Com a agenda mais esvaziada, abre espaço para correção”, resumiu um operador de uma corretora nacional à Reuters.

O presidente Michel Temer é alvo de inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa, em investigação que tem como base a delação do executivo da JBS Joesley Batista.

Na sexta-feira, a Polícia Federal concluiu que não houve edição na gravação da conversa entre Joesley e o presidente. O mercado trabalhava, assim, sob a expectativa pela apresentação de denúncia do procurador-geral da república, Rodrigo Janot, contra Temer, o que deve ocorrer em breve.

“Joga contra Temer o fato de a Polícia Federal ter concluído (em perícia) que a gravação do executivo da J&F não foi editada, o que vai contra a defesa do presidente e alimenta a cautela no Planalto, que já se mobiliza para definir reações a denúncia”, escreveu a corretora Correparti em relatório a clientes.

O mercado também acompanhava o comportamento das moedas no exterior, onde tinha baixa firme ante o rand sul-africano e o peso mexicano, entre outras.

O Banco Central brasileiro realiza nesta sessão mais um leilão de até 8,2 mil swaps cambiais tradicionais –equivalentes à venda futura de dólares– para rolagem dos contratos que vencem julho.

Na sexta-feira (23), o dólar fechou em R$ 3,3391, queda de 0,11%. Na semana passada, o dólar acumulou alta de 1,58%.

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