Dois PMs são presos em flagrante acusados de sequestro

Dois policiais militares, um sargento de 44 anos e um soldado de 27, foram presos em flagrante por volta das 23h da noite desta quarta-feira (06), em Campo Grande. Eles são suspeitos de tentativa de extorsão e de sequestro de um casal. O caso ocorreu próximo ao Lago do Amor, na Vila Ipiranga, em Campo Grande. A defesa deles diz que ambos apuravam denúncia de tráfico de drogas e que tudo não passa de um “mal entendido”.

Segundo informações do comandante da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), coronel Deusdete de Oliveira, um dos presos é lotado no 1º Batalhão e outro na Companhia Independente de Guarda e Escolta, na capital.

Conforme o comandante, o setor de inteligência da PM e da Polícia Civil apuram o caso. O Conselho Disciplinar da PM apura a conduta dos policiais.

O advogado dos militares, Amilton Ferreira de Almeida, disse que os policiais foram acionados para apurar denúncia de que um casal receberia carga de drogas, na região norte do município.

Na versão do advogado, os policiais, à paisana, abordaram o casal por volta das 16 horas , em uma estrada, nas proximidades da UCDB, sendo o motorista de 39 anos e a passageira de 36 anos, que tiveram os nomes preservados.
Os militares se identificaram como policiais e questionaram sobre a droga, o casal a princípio desconversou. Posteriormente admitiu que receberia o entorpecente, porém não seria naquele local e sim nas proximidades do Lago do Amor, no período noturno.

Os militares então exigiram que o casal os levasse até o local combinado para o encontro. No entanto, ainda de acordo com o advogado, “quando chegaram ao local, ao visualizarem uma viatura da Polícia Militar, o casal passou a pedir socorro, como se estivessem sendo sequestrados. Sem saber do ocorrido, a equipe que fazia rondas pelo local no momento, prendeu os dois policiais”.

Os agentes foram encaminhados para a Depac(Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga, onde a ocorrência foi registrada pelo delegado Alberto Carneiro, que preferiu não comentar o caso.

O casal foi ouvido e liberado em seguida, já os policiais foram encaminhados para o presídio militar, onde permanecem presos.

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